Talvez mais tarde
Na reflexão anterior, observamos o perigo de deixar a porta ao pecado aberta. É preciso ser decisivo ao resistir à tentação e repudiar o pecado. Vamos refletir sobre o outro lado dessa moeda, o perigo de adiar decisões importantes de submissão à vontade do Senhor.
Todos os dias, ouvimos da morte inesperada de alguém. Um infarto, um acidente na estrada ou um terremoto acaba abruptamente com a vida de alguém que esperava viver por mais algumas décadas. Mesmo sendo intelectualmente cientes desses fatos, muitas pessoas recusam pensar sobre sua própria mortalidade e vivem adiando qualquer decisão de se arrepender dos seus pecados e procurar a reconciliação com Deus. É frequente ouvir alguém falar de “curtir a vida” na juventude, acreditando que terá tempo na velhice para levar a vida a sério e até pensar nas coisas de Deus. Tais atitudes são perigosíssimas, como Paulo alerta: “Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6:7,8).
Rejeitar a instrução de Deus, imaginando que sobrará tempo no futuro para agir com mais prudência, é pura insensatez. A Sabedoria alerta: “Porque odiaram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto da sua conduta e dos seus próprios conselhos se fartarão” (Provérbios 1:29-31). Nas suas instruções para os cristãos em Colossos, Paulo chama os leitores a agir com urgência, numa perspectiva eterna: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para as pessoas, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo. E quem fizer injustiça receberá em troca a injustiça feita. E nisto ninguém será tratado com parcialidade” (Colossenses 3:23-25).
Uma filosofia popular e bem difundida nos chama a viver no momento, recusando pensar na eternidade e adiando decisões espirituais. Quem é seduzido por essas ideias se torna vítima de uma estratégia enganadora que oferece uma ilusão fatal. Quem foca nos prazeres momentâneos desta vida descobrirá, tarde demais, as consequências da sua escolha, deixando a eternidade com Deus fora de alcance.
Não se engane: adiar a decisão de abandonar o pecado pode ser fatal!