Na tarde de ontem (11), o diretor executivo do Hospital Santa Terezinha, Hélio Bianchi concedeu uma entrevista ao Bom Dia, ocasião em que relatou a expectativa quanto à agilidade da instalação do novo equipamento de radioterapia.
Segundo ele, diante dos impasses em relação à primeira empresa que havia vencido a licitação da obra, em agosto de 2016 foi feita a rescisão e o hospital realizou as medidas legais para a continuidade. Desse modo, foi chamada a segunda empresa e neste tempo de tramitação, pode assumir o trabalho com os mesmos moldes da primeira.
Bianchi destaca que esta foi uma das primeiras ações realizadas pela atual equipe administrativa, pois, conforme o próprio diretor, é um equipamento que está parado e a população precisa desse serviço. "Conseguimos fazer um acordo com a empresa Loss Construtora e Incorporadora, considerando que atualmente os preços seriam outros", acrescentou.
Na terça-feira os representantes da administração do hospital estiveram reunidos com membros da Caixa Econômica Federal para verificar como será organizado o contrato, o organograma de execução da obra. Na próxima semana será formalizado o novo contrato para início dos trabalhos. "Iremos priorizar uma parte da obra, que é o espaço em que estará instalado o equipamento de radioterapia. Faremos um cronograma com prazos estipulados de início e fim da obra, levando em conta que as outras áreas serão trabalhadas posteriormente. Estimamos que o equipamento seja instalado até o fim do ano, pois tem a parte de liberação de licenças e outros trâmites a serem considerados", comentou.
O equipamento utilizado atualmente no setor de radioterapia tem mais de 16 anos.
Desafios
Conforme o diretor executivo, o grande desafio da instituição é equalizar a necessidade de assistência em saúde da região e a questão financeira. "O deficit do hospital ultrapassa R$ 500 mil/mês e é complicado organizar um plano de ação para diminuir esses custos, pois precisamos ter uma estrutura montada, considerando a demanda atendida e é oriunda de toda a região", explicou.
Bianchi esclarece ainda, que o Estado tem dificuldades financeiras, cobra, mas não oferece a contrapartida em dinheiro. "Chegamos na sexta-feira e encontramos o caixa vazio e diante disso não tínhamos recursos para pagar os colaboradores. Até ontem a instituição não havia recebido recursos do governo que deveria ter repassado até o dia 29 de dezembro o valor de R$ 1,6 milhão", comentou, salientando que o hospital conta com profissionais qualificados e que o momento é de transição e organização de algumas questões.
Uma delas é o contrato que foi feito com o governo estadual. "Essa foi uma medida prejudicial ao hospital, mas agora estamos tentando retomar a parceria com os municípios, observando que a saúde é uma responsabilidade de todos", declarou.