No decorrer desta safra o clima tem sido muito prejudicial à viticultura. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, não houve frio suficiente no inverno para a hibernação, e a quebra de dormência proporcionou uma brotação desuniforme. Isso porque no início de agosto houve um período de calor, antecipando a brotação, e em meados de setembro ocorreu geada, afetando parreirais situados em regiões mais baixas, comprometendo a produção, em alguns casos com perdas acima de 80%.
O excesso de chuvas por longos períodos também causou prejuízos aos parreirais, impedindo o produtor de realizar os tratamentos fitossanitários. A antracnose e principalmente o míldio têm sido presença constante nos vinhedos. De um modo geral, estima-se uma queda de 50% da produção inicialmente prevista. Além das doenças ocorridas durante a fase vegetativa e desenvolvimento das bagas, agora, no período de colheita, com as condições de tempo adversas, devido às chuvas frequentes e o calor, têm ocorrido doenças características da fase de colheita, como as podridões de bagas, ocasionadas pelos fungos Botrytis e Glomerella.
Pêssego
Essa cultura também sofreu reveses na produtividade e qualidade das frutas, impostos pelas adversidades climáticas ocorridas nos períodos de inverno e primavera. Na região serrana, está acelerada a colheita da variedade Eragil, fruta com características bem marcantes, como o calibre avantajado, a polpa amarela, formato com bico grande e carroço solto. Mesmo as variedades mais tardias foram severamente afetadas pelo efeito do clima, com redução da produtividade, considerável número de frutas malformadas, sabor e coloração deficientes.
Piscicultura estável em Erechim
A semana foi estável para a piscicultura na região de Erechim. Os tanques estão com alta taxa de renovação de água e as altas temperaturas favoreceram o crescimento dos peixes. Para os agricultores da região do Alto Uruguai, a piscicultura é uma atividade complementar nas propriedades rurais. Algumas iniciativas com produção mais intensiva começam a despertar em alguns municípios, o que tem tornado a atividade mais profissional e produtiva. Segue o povoamento dos tanques com espécies de carpas, traíras e tilápias. Há falta de oferta de peixe no mercado consumidor.