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Saúde

Data reforça importância da prevenção e combate ao glaucoma

Oftalmologista Fábio Vaccaro afirma que o diagnóstico precoce pode evitar complicações como a cegueira

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Por Izabel Seehaber izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Prevenção é o melhor remédio para evitar a perda total da visão causada pelo glaucoma, doença que, segundo dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde, é a segunda causa de cegueira no mundo (12,3%), atrás da catarata com 47,8%. Nesta sexta-feira (26), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate ao Glaucoma.

O médico oftalmologista de Erechim, Fábio Vaccaro, explica que o glaucoma é uma doença ocular causada pelo aumento da pressão intraocular, que pode levar a danos no nervo ótico. O glaucoma pode ser hereditário, congênito, secundário e por uso de medicamentos, traumas ou outras doenças intraoculares. “Existem situações em que o glaucoma apresenta uma incidência um pouco maior, por exemplo, nas pessoas com idade acima dos 40 anos, com histórico familiar da doença, pacientes com diabetes, problemas cardíacos, hipertensão, hipertireoidismo, pacientes que já apresentaram deslocamento de retina, que fazem uso prolongado de corticosteroides, tanto na forma de colírio como comprimido e também pessoas com miopia”, pontua.

Um dos principais fatores que trazem preocupação, é que o glaucoma não apresenta sintomas, exceto nas situações em que há o caso agudo, considerando que a pressão se torna extremamente elevada, causando dor e podendo ter náuseas e vômitos. “Mas a maioria chama-se glaucoma ângulo aberto aonde a pessoa tem a pressão acima do normal, o que lentamente danifica o nervo ótico e o paciente vai perdendo o campo visual", explica.

O especialista salienta que a melhor maneira de prevenir a doença é fazer consultas periódicas, sendo que o ideal é principalmente acima dos 40 anos. “O grande problema do glaucoma para chegar no estágio de cegueira é a não detecção da doença nos estágios iniciais”, comenta.

Tratamento deve ser contínuo

O tratamento visa prevenir o dano do nervo ótico ou estabilizar naquele momento em que foi feito o diagnóstico. Outro problema é que o tratamento as vezes envolve uso de colírios para o resto da vida e muitas pessoas as vezes não aderem ao tratamento ou usam de forma inadequada. Com isso, a pressão intraocular, mesmo diagnosticada, não é devidamente controlada ou muitas vezes, pelos produtos não surtirem o efeito desejado. Nestes casos a segunda opção é o tratamento cirúrgico com a intenção de criar um novo canal de escoamento para o líquido intraocular e dessa forma reduzir a pressão para níveis normais.

Avanços na medicina

Segundo Vaccaro, como em toda área de oftalmologia, muitos avanços tecnológicos surgiram e estão beneficiando cada vez mais os pacientes. Contudo, vale o alerta sobre a conscientização e a importância de se fazer o exame preventivo oftalmológico.

Em relação ao tratamento, surgiram muitos medicamentos na forma de colírio que possibilitam conforto e adesão dos pacientes. "Também se observam muitas evoluções nas técnicas cirúrgicas que estão se tornando menos invasivas para que se possa diminuir o tempo de recuperação e também melhorar a eficácia do procedimento tornando o resultado mais benéfico", acrescenta.

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