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Venezuelanas identificam potencial e investem em Erechim

Ana Yajaira e Yajaira, mãe e filha, contam mais sobre a rotina agitada e gratificante

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Ana Yajaira e Yajaira no restaurante, atividade que desenvolvem de forma paralela às profissões
Por Izabel Seehaber
Foto Reprodução/ Arquivo pessoal

Mãe e filha resolvem viver em outro país e encontram em Erechim a oportunidade para trabalhar, investir em si próprias, em seus anseios e ser feliz. Diante de fatos como esses, nada melhor que um Caderno Especial do Dia da Mulher para contar mais sobre essa história. Confira!

Da Venezuela ao Brasil

Tudo começou há cinco anos e meio, com a vinda de Ana Yajaira Gil Betancourt, de 60 anos, que após se inscrever no Programa Mais Médicos, do governo federal, foi selecionada para atuar em solo brasileiro, mais especificamente, na ‘Capital da Amizade’. “Um dia estava pesquisando e vi a oportunidade. Resolvi participar e deu certo”, comentou.

Naquele ano, após três meses de atuação, Ana Yajaira comemorou a tão esperada vinda da filha, Yajaira de Los Angeles Correa Gil, que hoje está com 23 anos.

Mudanças e adaptações

Desde o início, mãe e filha precisaram se adaptar às mudanças e novidades do País, entre as quais, o clima. No entanto, de modo geral, elas destacam que tiveram um excelente acolhimento da comunidade erechinense. “Isso nos ajudou muito a superar os desafios. Um deles foi o frio intenso. Lembro que tínhamos poucas coisas em casa, somente colchão e alguns outros pertences, mas aos poucos fomos nos organizando”, contaram, citando, ainda, que “nesse sentido, foi um pouco difícil para fazer compras, pois as pessoas não nos conheciam. Com o passar do tempo, isso mudou e veio a confiança”.

Trabalho em plena sintonia

Atualmente, Ana Yajaira prossegue sua atuação como médica no serviço público de Erechim, e a filha, Yajaira, que cursou Nutrição em Erechim, também atua na área. Em paralelo às atividades, elas resolveram investir em um restaurante com pratos típicos do país de origem. “Somos sócias-proprietárias. No meu caso, sou a cozinheira, mas cuido da parte de divulgação e atendimento aos clientes, também tem uma parte de confeitaria, enfim, um pouco de tudo”, conta Yajaira, animada.

Segundo a jovem, a rotina é bem agitada e, ao mesmo tempo, as deixa satisfeitas. “É muito gratificante. Acredito que a mulher já possui um potencial que, geneticamente, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. Percebo que o público feminino é mais determinado e quando decide fazer algo, não mede esforços. No nosso caso, como somos sozinhas, procuramos estar sempre juntas, pois não temos muito apoio externo, digamos assim”, relatou.

No que diz respeito à convivência com homens no ambiente de trabalho, por exemplo, elas afirmaram que nunca enfrentaram problemas relacionados a machismo e reforçam: “É preciso manter uma postura, pois se baixarmos a cabeça, podem surgir problemas”.

Durante a entrevista, Ana Yajaira e Yajaira enalteceram que são muito felizes no Brasil, mas lidam também, com a saudade da família, dos amigos.

Já no comparativo com a Venezuela, a médica elogiou o sistema de saúde do Brasil. “A população tem diversas possibilidades de serviço, tais como exames, todo o acompanhamento de profissionais. Claro, em muitas situações é preciso aguardar um tempo, mas pelo menos são oferecidas opções no atendimento”, comentou.

Mensagem a elas:

“O Dia da Mulher é para ressaltar a existência feminina. Por isso, nada melhor que, nesta data, lembrar o valor que a mulher tem, pois nem sempre levamos isso em conta. Se pudesse deixar uma reflexão é que, no caso das decisões, todas devem lembrar dos sonhos, de investir nas metas e objetivos. Elas podem fazer e empreender qualquer coisa, cuidar do bem-estar da família, ser profissional, atuar em diferentes áreas. A mulher é muito valiosa, deve ser tratada como uma pétala de rosa. Devemos lembrar sempre que somos muito importantes”.

 

 

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