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Quebrando barreiras

A produção de cerveja ainda é um campo bem masculino, mas que está em transformação e sendo ocupado também pelas mulheres, diz Maluare

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“Hoje, as mulheres têm oportunidade de trabalhar em setores que há 20 anos atrás jamais se pensaria”
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A engenheira bioquímica, Maluare Cantele, sempre foi apaixonada pelo processo fermentativo alcoólico, pela produção de cervejas. “Sempre quis trabalhar nessa área e quando descobri que tinha aberto a Casa Cevada em Erechim entreguei meu currículo. Comecei como degustadora, divulgando nosso produto em mercados e pontos de venda. E, devido a minha formação e interesse em trabalhar na área acabei sendo contratada”, conta.

Segundo Maluare, a produção de cerveja ainda é um campo bem masculino, mas que está em transformação e sendo ocupado também pelas mulheres. “Aqui na indústria temos duas mulheres, eu e a nossa gerente. A gente consegue se inserir nesse mercado e mostrar que as mulheres também bebem e podem produzir bebida alcoólica, e que esse não é mais um campo estritamente masculino. Hoje, as mulheres têm oportunidade de trabalhar em setores que há 20 anos atrás jamais se pensaria”, comenta.

Ela explica que atualmente se faz duas produções por semana de quatro mil litros cada produção, resultando em oito mil litros semanais da bebida. “Temos cinco tipos de chope e a nossa produção tende a aumentar nos próximos dias”, diz.

Microcervejarias

Segundo a engenheira bioquímica, as microcervejarias estão crescendo em todo o estado, é uma área nova, mas que está em expansão, e que até alguns anos atrás não tinha. “Quando fui pra faculdade não me imaginava trabalhando com isso, foi uma ideia que desenvolvi ao longo do curso, quando comecei a estudar processos fermentativos que eu decidi que iria trabalhar numa cervejaria, e desde então, não tirei essa ideia da minha cabeça. É um sonho que estou realizando”, comenta.  

Paladar

Conforme Maluare, o paladar varia de pessoa para pessoa, independente do sexo. “Dizem que as mulheres gostam mais da bebida doce, particularmente, gosto da cerveja amarga, então é uma ideia na minha concepção ultrapassada. Cada pessoa tem seu paladar, gosto e sua preferência”, diz.

Persistir  

A erechinense que se formou na Furg em Rio Grande afirma que a realidade está mudando e com ela novas oportunidades estão surgindo, mas é preciso acreditar. “Se tem uma concepção de que trabalhar na indústria precisa ser uma pessoa mais forte ou um homem. Eu consigo fazer tudo que quero fazer e acho que tem que acreditar nisso. Corri muito atrás para estar trabalhando hoje aqui e realizei o meu sonho. Então, todo mundo pode realizar o seu se estudar e persistir”, observa.

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