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Em nota, Exército Brasileiro explica surto de sarna em Batalhão de Alegrete

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Um conscrito selecionado chegou ao Batalhão com um caso de escabiose crostosa em 26 de fevereiro de
Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

Na edição de ontem (11), na Coluna Pente Fino, página 2, trouxe uma matéria de uma denúncia de um pai por maus tratos, com relação a seu filho, que está servindo no quartel em Alegrete, após ter feito uma manifestação no Ministério Público Federal.

Sobre o escrito, o Ministério da Defesa, através do Exército Brasileiro, 12º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado (Batalhão Marechal Enéas Galvão), emitiu uma nota sobre os episódios elencados na matéria, como segue na íntegra, assinada pelo Coronel, Jorge Cláudio Gomes

 

SURTO DE ESCABIOSE (SARNA)

 

“A Sarna, ou escabiose, é uma doença de pele contagiosa causada por um parasita, o ácaro Sarcoptes scabiei, que se aloja no hospedeiro e ali se reproduz. Os ovos demoram entre 3 a 4 dias para eclodir e as larvas recém-nascidas fazem seu caminho da epiderme até a superfície da pele, onde amadurecem e se espalham para outras áreas do corpo. Conforme eles se movem, vão deixando para trás as suas fezes, que criam lesões lineares na pele. Estes ácaros não vivem mais de três dias longe da pele humana, isso porque se alimentam das proteínas da pele, mas, uma vez alojados na pele, podem viver até dois meses. Ela pode afetar indivíduos de qualquer sexo e faixa etária. A reação alérgica contra o ácaro, seus ovos e as fezes causa coceiras intensas e borbulhas, como erupções cutâneas.

 A sarna é altamente contagiosa e é transmitida através do contato físico entre pessoas. Os casos mais comuns são de familiares que vivem na mesma casa ou durante a atividade sexual. Também pode ser transmitida facilmente em lugares de grande multidão, os exemplos mais comuns são: forças armadas, lares para idosos, creches, presídios e instituições de acolhimento para crianças.

A escabiose crostosa, quando os ácaros se proliferam em grande quantidade pelo corpo, é a forma mais crítica da doença e geralmente está relacionada com a imunossupressão. Nesse caso, a transmissão fica ainda mais provável, podendo ocorrer em contatos breves, como apertos de mão ou até através de vestimentas, objetos e roupas de cama. A sarna pode ser transmitida de um indivíduo para outro mesmo que o hospedeiro ainda não tenha desenvolvido nenhum sintoma da doença.

 

 

SITUAÇÃO ESPECÍFICA DO AQUARTELAMENTO DO 12º BE Cmb Bld

 

Um conscrito selecionado chegou ao Batalhão com um caso de escabiose crostosa em 26 de fevereiro de 2020. A situação foi verificada na manhã de quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020, e o conscrito foi encaminhado à seção de saúde da OM e, posteriormente, ao Hospital de Guarnição de Alegrete. Infelizmente, mesmo tendo sido medicado e isolado, o conscrito transmitiu a enfermidade a outros soldados.

 

Para buscar soluções para resolver a situação foi realizada uma reunião com o Comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, e com uma equipe multidisciplinar composta por profissionais da área de saúde, médicos e veterinário, visando definir as medidas a serem adotadas para curar os militares acometidos, bem como prevenir novos casos.

 

Fruto dessa reunião o Exército Brasileiro está tomando medidas higiênico sanitárias e profiláticas cabíveis e necessárias para conter o surto dentre as quais estão o fornecimento de medicação para 100% do efetivo de cabos e soldados do Batalhão, tendo eles apresentado sintomas ou não, fornecimento de sabonetes específicos para a higiene diária; higienização de todas as roupas de uso pessoal e de cama dos militares com água quente;  dedetização das instalações da unidade com a finalidade de eliminar a vetor; e posterior limpeza dos alojamentos com solução de água sanitária”.

 

Jorge Cláudio Gomes – Coronel

Cmt 12º BE Cmb Bld

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