Certamente estamos vivenciando uma situação inédita na história da humanidade. Independente do temor da Pandemia Covid-19, nunca todos os povos sentiram-se tão gravemente ameaçados.
Mesmo quando da Segunda Grande Guerra Mundial, quando as transmissões radiofônicas levavam notícias do front a boa parte do planeta, havia uma situação sequer comparável em termos de divulgação da catástrofe. Esta é a primeira grande desgraça coletiva depois da plena disseminação da internet.
Essa possibilidade de informação imediata e contagiosa, agravada e fermentada pelas Fake News e boatos, leva a uma terrível sensação de medo que acomete a todos indistintamente.
E todos sabemos que o medo não é um bom conselheiro. O pavor gera reações instintivas, exacerbadas ou descabidas.
Por essas e outras, devemos ser equilibrados na captação, decodificação, interpretação, análise e resposta às notícias falsas e verdadeiras que nos acometem a cada instante.
Os organismos de Saúde Estatais e Privados, por meio de médicos e outros especialistas, estão conduzindo as ações de prevenção, logística e tratamento, da melhor forma possível. Isso é certo.
Por parte da população, das pessoas comuns como todos nós, cabe manter a calma, o bom senso, e principalmente a solidariedade.
E neste momento ser solidário, independentemente de idade, classe social, sexo ou ideologia política, significa, antes de tudo, cuidar bem de si mesmo, para depois cuidar dos outros. Assim, devemos cumprir rigorosamente regras simples de higiene, como a limpeza das mãos, e evitar aglomerações. O resguardo domiciliar deve ser total se houver qualquer sintoma como tosse ou coriza, além das demais recomendações do Ministério da Saúde.
Sempre é bom reforçar: cuidado muito especial com os nossos velhinhos e pessoas com doenças crônicas. Eles devem permanecer em casa e evitar ao máximo o contato com outras pessoas, além de não frequentarem lugares públicos e, principalmente, aglomerações.
Vamos, por algum tempo, nos manter afastados de nossos amigos e parentes queridos, para assim garantir o próximo abraço. Se assim não fizermos, corremos o risco de não mais nos encontrar.
Médico e Membro da Academia Erechinense de Letras