Nestes tempos que vivemos uma pandemia, reclusos em nossos lares, inevitavelmente mudamos a perspectiva de como enxergamos o mundo.
O ineditismo para muitos, a respeito desta situação que reduziu nosso espaço no mundo ao contorno de nossos quintais, ou as paredes de nosso apartamento, fez com que valores como a solidariedade, cooperação, compreensão e respeito fossem praticados numa frequência maior que na correria do cotidiano.
Quando nos dispomos a redefinirmos nosso papel mediante a necessidade, atuarmos em conjunto para protegermos os mais vulneráveis e cuidarmos uns dos outros, proporcionamos condições favoráveis para que nosso grande organismo, a sociedade, se recupere, voltando à normalidade transformada e mais fortalecida.
O que podemos fazer então? Atitudes simples, como estabelecermos uma rotina, evitarmos sob qualquer circunstância a automedicação e exercitarmo-nos, são práticas que contribuem com nossa saúde física e mental.
Podemos praticar a empatia, oferecendo-se para comprar algo para quem não deve sair de seu isolamento. Consumir somente o que necessitamos também é uma atitude solidária.
Outra boa ação possível é a preferência pelo comércio local e descentralizado, pois além de evitarmos deslocamentos, favorecemos a redução de aglomerações, ajudando esses comerciantes a manterem seus negócios, materializando a cooperação.
Finalmente, temos consciência de que esta não é a última grande dificuldade, a qual teremos que superar, mas certamente nos tornará mais resistentes, demonstrando que somos mais completos e fortes quando estamos juntos em um propósito, em valores e crenças.
E não esqueçamos, nesse grave momento histórico, o que disse Winston Churchill: Uma mentira dá a volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.
Médico e Membro da Academia Erechinense de Letras