21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Geral

Superação a cada dia

Apesar de todas dificuldades, alto custo de produção e preços baixos dos produtos, o agricultor, Leonardo Fornazieri, de Aratiba, resolve expandir os cultivos

teste
A expectativa de Leonardo é que melhore a situação como um todo, porque no momento ainda não está mu
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

O produtor, Leonardo Fornazieri, da Linha Gruta em Aratiba, afirma que trabalhar no campo não é uma tarefa fácil. Ele comenta que o agricultor passa por muitas dificuldades e tem que enfrentar muitos obstáculos para conseguir viabilizar a sua produção.

Ele cita como exemplo a pandemia do novo coronavírus (covid-19) que afetou muito o comércio de alimentos. Outro problema é o elevado custo dos insumos utilizados para produzir, que estão cada vez mais caros. Os preços dos alimentos também não estão bons, abaixo do esperado. “Esperamos uma melhora, porque a situação está bem complicada”, diz.

Há anos ele cultiva de forma agroecológica hortaliças em geral, alface, legumes, tomate, mandioca, moranga cabotiá, batata doce e cebola, neste ano vai expandir os negócios, ampliar as áreas de plantio, apesar das dificuldades.

“Este ano vou investir um valor bem alto, apostando que gere resultados. Contratei vários funcionários para trabalhar e espero fazer boas vendas”, comenta.

Ele explica que os preços dos produtos, em 2019, não estavam satisfatórios, aliás, deram prejuízo. “No ano que passou tivemos um período bem crítico com relação aos preços dos alimentos, inclusive, quando surgiu a covid-19 os preços desabaram, fazendo com que a venda de alguns produtos se tornasse inviável. Só que a lógica da produção agrícola é assim: ou vende hoje ou perde. Então, fomos obrigados a vender para não ter uma perda ainda maior”, observa.

Uma das culturas que serão ampliadas será a de cebola, com o cultivo de 300 mil mudas da planta. Assim como a produção de tomate, que já é feita na propriedade há oito anos, numa média de 3 mil pés anuais, e que agora, a partir do mês de agosto, vai plantar 25 mil pés ao ano numa área de 2,5 hectares.   

Outro cultivo novo será o de melancia, o produtor vai plantar 3 hectares de melancia, cerca de 10 mil pés, toda lavoura irrigada. Outra aposta deste ano será a moranga cabotiá, com o cultivo de 8 a 9 hectares e a expectativa de colher aproximadamente em torno de 120 mil quilos.  

Leonardo explica que comercializa a sua produção em várias cidades, fora do município. “Porque o nosso município não consegue consumir a minha produção, vendo muito no município também, mas a maioria da produção vai para São Paulo, Florianópolis, Curitiba, Passo Fundo, grandes centros, Erechim também”, diz.

Segundo ele, este ano foi crítico em função do coronavírus, porque perdeu muitas vendas. “Eu entregava bastante para a merenda escolar e outras entidades, que não estão funcionando, mas daí surgiu outras oportunidades e aí estamos expandindo o negócio”, afirma.

A expectativa de Leonardo é que melhore a situação como um todo, porque no momento ainda não está muito boa. “Inclusive, tivemos que recorrer a recursos de banco para poder investir, o ano passado o clima não ajudou, e a gente teve muitas perdas por causa do clima. Estamos trabalhando e fazendo o possível para este ano ter uma lavoura boa e um resultado bom, agregar valor aos produtos e ter um bom preço na hora da comercialização”, diz.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;