Com a pandemia e a necessidade de manter o distanciamento social, muitas atividades precisaram ser adaptadas para que pudessem ser mantidas e, ao mesmo tempo, prevalecessem as medidas preventivas ao novo coronavírus.
No meio agrícola, por exemplo, o contato presencial, que sempre foi e é imprescindível, também passa a ganhar novas perspectivas e os acompanhamentos e suporte técnico podem ser realizados com mais segurança. Tudo isso, graças às inovações tecnológicas.
À reportagem do Bom Dia, o diretor do Grupo Vaccaro, de Erechim, Carlos Vaccaro, relata que, quando surgiu o novo coronavírus, estava iniciando a safra da colheita da soja e milho. “Em meio aos primeiros passos adotados pelo Grupo, considerando que a maioria dos produtores integram o chamado ‘grupo de risco’, foi a diminuição considerável dos atendimentos a esses clientes. Do mesmo modo, foram ampliadas as ações virtuais para orientar e ter o mínimo de contato com as pessoas. Fizemos um trabalho de conscientização sobre o quanto é importante as pessoas se cuidarem e, com isso, houve um certo impacto no trabalho, pois começamos a atuar com menos pessoas pelo modo presencial”, pontua.
Ao mesmo tempo, acrescenta Carlos, surgiu o grande desafio de incentivar as pessoas a adotar esse novo formato para conseguir fazer mais com menos. “Trabalhamos com a base da alimentação, sendo que o milho, soja e trigo, fazem parte da cadeia produtiva e integram um serviço essencial para que a população não fique sem alimento”, reitera.
Reestruturação
De acordo com o diretor, entre as principais preocupações da equipe, estavam as questões referentes a importação, exportação, como também os riscos de não conseguir entregar a soja, principalmente para cumprir os contratos. “Também estávamos angustiados pensando na possibilidade de não chegar os produtos essenciais para formação das próximas lavouras. Mas graças ao trabalho e esforço de todos, conseguimos superar”, frisa.
Carlos reforça, contudo, que sempre ficam os desafios. “Precisamos nos reestruturar, pensar diferente do que tínhamos planejado, reorganizar orçamento, as atividades e conseguimos nos adaptar a essa nova realidade. A pandemia trouxe momentos tristes mas também criou oportunidades para mudar muitas coisas. Sou uma pessoa muito otimista, acho que iremos sair dessa fase. O Brasil é um grande exportador de alimentos e o mundo precisa deles”, destaca.
Tecnologias que aproximam
A equipe de profissionais do Grupo Vaccaro está cada vez mais disposta a aderir às novas tecnologias. Como há vários engenheiros agrônomos que fornecem suporte aos produtores, o desafio é orientá-lo para que ele consiga produzir mais com menos. Quer dizer, produzir mais alimentos sem a necessidade de novas áreas. “Sabemos da importância da equipe técnica concedendo as orientações e esclarecendo dúvidas dos produtores, mas essa prática passa a ser feita de um modo um pouco diferente, para evitar riscos de contaminação. “Isso é possível graças as tecnologias que permitem monitorar lavouras sem estar no campo. Já estamos em busca e muitas coisas boas e aprendizados serão possíveis de ser adquiridos com esse cenário vivenciado nos últimos meses”, salienta.
A importância de se manter atualizado
Carlos acredita que a maioria dos produtores está mais consciente quanto a importância de se atualizar e acompanhar as inovações. “Percebemos que há menos pessoas trabalhando no campo e quem não se atualiza, pode perder competitividade. Alguns optam por arrendar as terras para outros produtores ou até mesmo, vendem”, cita.
No momento, o diretor pontua, ainda, que a empresa recebe mais cereais, no entanto, trabalha com menos produtores, pois há essa tendência de concentração. “Se você administrar o futuro, visualiza uma tendência de mercado. Ao passo que a mão de obra é cada vez menor, há necessidade de equipamentos eficientes para produzir e ter uma produtividade cada vez melhor. Nós, como empresa que tem uma base de orientação técnica ao agricultor, estamos levando essa mensagem a eles e muitos estão aderindo”, ressalta.
Carlos enfatiza que o Grupo Vaccaro sempre contou com o trabalho de muitos motoristas e o começo dos trabalhos foi com produtores rurais. “Sendo assim, reforço que são duas categorias essenciais para a sobrevivência de toda a população mundial. Admiro muito, são pessoas que trabalham de sol a sol, e cada vez mais iremos depender dos produtores de alimento e também de quem faça o transporte dos itens. Nosso muito obrigado para essas duas classes de trabalhadores”.