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Denúncia: Lixo hospitalar encontrado em associação de recicladores

Relato foi feito na Câmara de Vereadores de Erechim e o presidente Mario Rossi deve encaminhar imagens para o Ministério Público. Direção do Santa Terezinha alega que pode ter ocorrrido o erro e irá revisar os protocolos

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A denúncia foi feita pelo vereador Mario Rossi (MDB): “Alguém está pecando no momentro do recolhimen
Alguns recicladores estariam doentes
Os sacos amarelos, segundo o vereador, identifica o hospital
O diretor executivo do Santa Terezinha, Hélio Bianchi afirma que são 36 pontos de coleta com cinco t
Por Rodrigo Finardi
Foto Reprodução TV Câmara

A Câmara de Vereadores, juntamente com a equipe da TV Câmara, saiu a campo para fazer uma matéria sobre o descarte do lixo, como máscaras e luvas, durante a pandemia, para fazer uma campanha de conscientização.

Só com autorização

Durante a última sessão ordinária, na segunda-feira, 27, o presidente da casa, Mario Rossi, usou a tribuna e fez uma denúncia grave, mostrando imagens, do que encontraram: “Para nossa surpresa, visitamos uma associação (recicladores de lixo) e nos informaram que só poderíamos fazer a matéria com autorização do secretário municipal de Meio Ambiente”, disse Mario.

“Lixo certamente contaminado”

No dia seguinte, segundo o presidente, a autorização veio, só que não foram. E sim, em outra data e local: “para nossa surpresa encontramos lixo hospitalar. Lixo esse oriundo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, parando dentro das associações de recicladores. Lixo certamente contaminado”.

“Com bolsa de sangue e seringas”

Segundo Mario o relato dessas pessoas é frequente sobre esse descarte irregular: “E lixo pior que esse que a TV Câmara filmou. Com bolsa de sangue e seringas. E é desta forma que estão tratando os recicladores lá na ponta”, disse na Tribuna da Câmara de Vereadores.

“Alguém está pecando no momento do recolhimento”

Relatou que todas as sacolas amarelas apresentadas no vídeo, são oriundas da Fundação Hospitalar Santa Terezinha: “E não quero aqui dizer que a culpa é do diretor, que a culpa é da empresa que recolhe. Mas alguém está pecando no momentro do recolhimento”, pontua o presidente.  

Problemas de saúde

Para ele “é inadmíssel que isso aconteça. E o mais preocupante é que tem três pessoas das associações com problemas de saúde, de bactérias, inclusive na pele, que não se consegue identificar, que tipo é, para ser combatida. Mas estão lá, reciclando lixo hospitalar e tem uma lei que diz que tem que ser direcionado a um aterro industrial”.

“Isso tem que parar no Ministério Público”

“Não podemos de maneira nenhuma admitir essa situação. Isso com certeza tem que parar no Ministério Público. Até para que as pessoas que estejam fazendo as coisas erradas, sejam responsabilizadas. Não podemos colocar a vida de ninguém em risco, por negligência”, finaliza Mario Rossi.

 

Protocolos bem definidos

O diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Hélio Bianchi afirma que “o hospital tem uma organização e protocolos muito bem definidos com relação ao lixo. E não é de hoje, e sim de muito tempo: “tem uma comissão formada por vários profissionais que desempenha esse serviço desde 1999”, comenta Bianchi.

O histórico do lixo hospitalar

Dentro do hospital, tem 36 locais com cinco tipos de lixos diferentes para recolhimento. E parte deles é feito por empresas especializadas: “Não estou dizendo que ocorreu ou não. Conversei com o pessoal responsável, para reforçarmos todos os protocolos e que etiquetem todo o lixo. Temos um histórico, não só de hoje, que o lixo encontrado sempre é do Santa, e quando vamos até as associações, o lixo não é nosso”, diz o diretor.

“Temos uma cultura do cuidado com o lixo”

Outra abordagem feita pelo diretor, é que neste período de pandemia, foram contratados 50 novos funcionários: “temos uma cultura do cuidado com o lixo hospitalar. Mesmo com todo o treinamento que recebem, podem ter colocado o lixo no local errado”. E ressalta ainda, que como muitas obras estão ocorrendo no hospital, lixos externos já foram encontrados em containers, em frente ao hospital.

Material da Covid-19 é incinerado

Questionei-lhe sobre o lixo hospitalar causado pelos pacientes da Covid-19: “esse material tem um protocolo específico. Tudo é incinerado”, afirma Bianchi  

 

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