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Coronavírus: “não existe a mínima possibilidade de contágio pela água tratada”

Essa é a afirmação do superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi

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“A água distribuída, clorada, não tem a mínima chance de transmitir o coronavírus”
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

O boletim do monitoramento ambiental do coronavírus (SARS-Cov-2) mostrou a presença do novo coronavírus (covid-19) nos esgotos do Rio Grande do Sul. A partir dessa constatação vem uma série de perguntas. Entre elas, se o vírus sobrevive nesse ambiente e pode ser transmitido? Outra questão que fica é que não há tratamento de esgoto nos municípios e esses efluentes, normalmente, se misturam às águas dos rios que abastecem os reservatórios das concessionárias. Posteriormente, essa água receberá tratamento para ser levada às torneiras das residências.    

Segundo superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi, esse monitoramento para ver a presença do vírus da covid-19 no esgoto foi feito pela Vigilância Sanitária através da Secretaria da Saúde. “Mas essas pesquisas aconteceram a nível mundial e em todas as amostras, praticamente, foram constatadas a presença do vírus da covid-19”, afirma.

Esgoto

No entanto, Santi explica que o vírus não resiste no esgoto, que esse meio não possibilita que ele possa sobreviver. “Por ser agressivo, em função da temperatura, entre outros agentes que reagem contra o vírus fazendo com que ele não fique ativo”, diz.

Água tratada

O superintendente da Corsan ressalta que “na água tratada não existe nenhuma possibilidade do contágio, pela ingestão, depois do processo de tratamento”. E acrescenta, “a água distribuída, clorada, não tem a mínima chance de transmitir o coronavírus”.

Aldomir reforça que a Corsan tem o maior cuidado no tratamento da água e segue todos os padrões de potabilidade. “Assim, não tem nenhum registro de contaminação. A Corsan prima por essa questão da potabilidade da água e faz todas as análises. A água tratada com cloração elimina totalmente o vírus ficando potável”, observa.  

Potabilidade

Quando se trata de potabilidade o Rio Grande do Sul está um passo à frente. Isso porque o estado cumpre os 27 parâmetros da legislação brasileira e verifica mais 46 de legislação própria na análise de agrotóxicos na água.

Segundo a bióloga, Claudia Santin Zanchett, que trabalha na 11ª Coordenadoria Regional de Saúde e coordena as ações do programa Vigiágua (RS), toda água para o consumo humano disponibilizada pelas redes públicas de abastecimento está sob responsabilidade jurídica de normas e legislação, que pautam todos os parâmetros para que ela seja potável e não prejudique a saúde das pessoas. Recentemente, a norma brasileira sobre potabilidade da água passou por uma revisão.  

Ela explica que quando se fala em potabilidade da água tem que olhar para uma questão muito ampla em relação à química. E, que hoje a legislação atual envolve quase 100 parâmetros que são analisados na água para consumo humano, envolvendo potabilidade microbiológica, das substâncias químicas e várias análises químicas.

Segundo ela, na nova proposta, a legislação vai deixar mais clara e pontual a competência dos municípios, das prefeituras em relação à distribuição da água para o consumo humano, e vai elencar a Inspeção Sanitária como a principal ação para vigilância da qualidade da água pra proteção da saúde. Na região Alto Uruguai, os municípios já estão realizando essa inspeção sanitária nos últimos 3 a 4 anos com o programa Vigiágua da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde.

Na nova proposta muitos elementos que estavam nas análises de água foram substituídos por outros mais eficazes, o valor máximo aumentado ou diminuído, sempre pautado pela ciência e estudos científicos.

Segundo Claudia, as atuais mudanças não são tão significativas para o RS, porque como a legislação do estado pode ser sempre mais restritiva que a federal, já existe há vários anos a portaria SES/RS 320/2014, publicada a partir de um estudo dos agrotóxicos mais utilizados nas lavouras do RS e seus impactos na saúde. “Temos essa legislação com a obrigatoriedade de mais de 46 parâmetros de princípios ativos de agrotóxicos analisados na água para consumo humano”, observa.

E, acrescenta, “no estado, já há a alguns anos, as companhias responsáveis pela distribuição da água, no caso da região a Corsan, já é obrigada a realizar os 27 parâmetros da legislação brasileira e mais 46 da legislação do estado do Rio Grande do Sul, então, totalizando 73 parâmetros de princípios de agrotóxicos analisados na água distribuída pela população no RS”.

Ela comenta que a legislação brasileira está ampliando de 27 para 42 parâmetros de análise, o que é um avanço para o Brasil. “O nosso estado está há vários anos trabalhando com 73 parâmetros analisados a cada seis meses na água captada, e se for necessário na água distribuída para a população”.

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