21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Geral

Profissional de Enfermagem e Pedreiro estão entre as tendências de mercado

teste
“É um campo que sempre necessitará de pessoas qualificadas”, enfermeira Maria Rogalski Mustefaga
“Uma profissão que exige bastante dedicação e paciência”, contramestre Marcos Antônio da Silva
Por Izabel Seehaber

O ano que passou foi desafiador em diferentes campos. A pandemia causada pelo novo coronavírus fez com que sentimentos como dúvidas e angústias, se intensificassem.

Além dos aspectos voltados à saúde, como as medidas rígidas em busca da prevenção da covid-19, as questões relacionadas ao meio profissional também ganharam um destaque mais expressivo. Isso porque o modo de trabalho, na maioria das empresas, foi alterado e, ainda, muitas pessoas precisaram “reinventar” suas habilidades e driblar os inúmeros desafios para se manter no mercado.

Do mesmo modo, 2021 inicia em clima de expectativa. Isso se reflete na espera pela vacina e, também, por reações mais otimistas na economia.

Nesse contexto de profissões, recentemente o Banco Nacional de Empregos - BNE listou as 12 ocupações que devem ser tendência em 2021. São elas: desenvolvedor de software, analista de sistemas, pedreiro, mestre de obras, ajudante de pedreiro, auxiliar de carga e descarga, operador de empilhadeira, entregador, enfermeiro, técnico de enfermagem, farmacêutico e médico.

Para o diretor executivo do Banco Nacional de Empregos - BNE, Marcelo de Abreu, o ano deve começar com menos força quando comparado a 2020. "Temos 77% de aumento da movimentação do mercado de trabalho geralmente em janeiro, porém com a pandemia este número será menor. Apesar deste cenário, setores que foram essenciais em 2020, devido à pandemia, continuarão fortes em 2021, caso das áreas de tecnologia, logística, construção civil e saúde", explica.

A possibilidade de vacinação em massa pode trazer otimismo para o cenário do mercado de trabalho em 2021. "Tudo indica que teremos um reaquecimento da economia com a redução da pandemia. Os empregadores ficarão mais otimistas com a redução das incertezas, e as vagas voltarão a surgir de forma geral. Mas, enquanto isso, recomenda-se aos candidatos ficarem atentos às demandas que o mercado de trabalho mais exige", comenta.

Em Erechim

Aos 35 anos, o contramestre, Marcos Antônio da Silva, destaca que a dedicação pelo trabalho iniciou cedo e seguiu uma tradição de família. “Meu pai era pedreiro e meu avó carpinteiro. Eles me incentivaram e prossegui na área. Comecei com reformas pequenas e cheguei até a construção de prédios”, relata.

Marcos já trabalhou como servente, depois como pedreiro, teve uma chance de carpinteiro, até se tornar contramestre. “Gosto de todas as etapas, porém, os acabamentos é que fornecem uma satisfação ainda maior. É muito legal o contato com as pessoas, a criação do projeto, além da fase de desenvolvimento das atividades e, principalmente, o ápice de conseguir atender as expectativas dos clientes”, ressalta, citando que, no dia a dia, os colegas compartilham suas histórias pessoais e as relações de colega se estreitam em um espaço de amizade.

O contramestre pontua, ainda, que é uma profissão que precisa ser estimulada e exige bastante dedicação e paciência.

Nesse momento, ele avalia que a demanda por trabalhos diminuiu e um ponto que preocupa é o preço dos materiais, que está muito elevado. “Há pessoas que gostariam de investir, mas quando fazem os orçamentos, acabam desistindo. Acredito que o governo precisa ter um olhar diferenciado e que estimule o setor por meio de projetos para novas possibilidades de financiamento”, pondera.

Para quem está ingressando na profissão, Marcos orienta que é fundamental buscar conhecimento, fazer contatos e não desistir diante das principais dificuldades. “Busque sempre o seu melhor e priorize a qualidade dos trabalhos, não a quantidade”, acrescenta.

Há mais de duas décadas na área da saúde

Segundo o levantamento feito pelo Banco Nacional de Empregos, a profissão de enfermeiro (a) está entre as tendências para esse ano.

O Bom Dia conversou com Maria Rogalski Mustefaga, que atua na Supervisão dos serviços de Enfermagem da Fundação Hospitalar Santa Terezinha. No bate-papo ela enaltece que a escolha pela profissão aconteceu no ensino médio, quando cursou, ao mesmo tempo, a formação em Técnico em Enfermagem. “Trabalho há 24 anos na área e há 18 como enfermeira. Gosto muito do que faço e o que mais me encanta é o compromisso no cuidado de vidas. A alta e a plena recuperação de um paciente é a nossa recompensa, é algo muito especial”, reforça.

Maria já atuou em todos os setores do hospital - na pediatria foi o período mais longo - e gerência no período noturno.

Na opinião da enfermeira, entre as características que são imprescindíveis para o exercício da profissão e êxito na atividade, está a calma, a tranquilidade e o empenho intensivo com o ser humano e na postura ao tratar as pessoas.

Sobre os desafios, Maria exemplifica que, como o hospital funciona 24 horas, os profissionais fazem escalas para atender todos os turnos. “Isso se estende aos fins de semana. Por isso, é preciso estar consciente que é um trabalho que exige bastante e não determina horários”, observa.

Quanto à pandemia, ela comenta que muitos colegas tinham receio de ir para o trabalho e depois passar o vírus para familiares. “É uma fase muito delicada e que agora está mais calma. Eu procurei sempre ter em mente que não iria me contaminar e que tudo daria certo. Graças a Deus, foi tudo bem”, afirma.

O interesse pela área de Enfermagem está mais expressivo, segundo Maria, por haver bastante vagas no mercado e ser um campo que sempre necessitará de pessoas qualificadas.

 

 

 

 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;