A pandemia provocada pelo coronavírus gerou muitos impactos em toda a sociedade e uma das áreas afetadas foi a da Assistência Social, por exemplo, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que presta um serviço extremamente importante nos municípios da região.
Segundo a prefeitura de Entre Rios do Sul, as atividades que eram 100% presenciais, desde março de 2020, precisaram ser interrompidas, em função das medidas de distanciamento social.
Entre as tarefas paralisadas e realizadas pelo Cras, estão aula de canto, violão, dança, artesanato, artes marciais e muitas outras práticas, que envolvem o contato físico, e no momento estão suspensas.
Neste ano os desafios continuam, segundo a primeira-dama e coordenadora do Cras de Entre Rios, Patrícia Layter, apenas algumas práticas de atendimento ao público foram retomadas. “Com relação às oficinas, ainda não há previsão de volta. Dependemos de orientações da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau) para que seja efetuado um planejamento”, explica.
Em Barra do Rio Azul o cenário não é diferente. A reportagem do Jornal Bom Dia conversou com a assistente social, Fernanda Fiabani, que relatou que a situação da retomada das oficinas será analisada com muita cautela. “Em fevereiro estaremos fechando o planejamento. Para retornar com idosos, mulheres, pessoas com deficiência (pcds) e demais participantes, teremos que analisar se vamos continuar enviando via grupos de whatsapp e entregando o material, ou se retornaremos presencial”, ressalta.
A maioria das atividades exigem proximidade, ou como no caso do coral, onde os participantes ficam impossibilitados de utilizarem máscara. “As orientações técnicas são para reorganizarmos os serviços, tanto da secretaria nacional como da estadual. A forma encontrada seria realizar este trabalho virtualmente, no entanto, o público atendido pelo Cras é vulnerável, a maioria das pessoas não têm acesso à internet, não conseguindo acompanhar desta forma", explica a assistente.
A equipe de Marcelino Ramos, encontrou uma maneira de se adaptar a todas essas dificuldades, fazendo visitas periódicas aos participantes dos programas do Cras. “Como Assistência Social não paramos, suspendemos apenas os serviços grupais. Implementamos um método de visita às pessoas, onde vamos até a casa de cada participante e entregamos as atividades propostas, em período semanal, mensal ou quinzenal. Atendemos grupos de todas as faixas etárias”, conta a assistente social, Clari Salete Cenci. Ela também acrescenta que mesmo em meio as dificuldades, a equipe está otimista neste ano que se inicia, para que mesmo adaptadas, as ações presenciais de grupos, possam retornar. “Já enfrentamos muitas dificuldades. Acredito que vão ter pessoas com medo da retomada. Mas assim que acontecer, tomaremos todas as medidas de segurança necessárias, para continuar o belo trabalho que sempre foi realizado”.
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