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Viver Bem na Escola: ‘Não há nada que alimente mais nossa alma do que outra alma’

Palestra online reuniu mais de 500 educadores em atividade promovida pelo Instituto Unimed/RS em parceria com a Unimed Uruguaiana e a 10a CRE para discutir saúde emocional no retorno às aulas

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A atividade foi aberta pelo diretor administrativo do Instituto Unimed/RS, Alcides Mandelli Stumpf,
Por Salus Loch
Foto Reprodução

 

Na semana que passou, acompanhei evento online promovido pelo Instituto Unimed/RS, o Instituto Unimed Uruguaiana e a 10a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), atividade que marcou o início do Programa Viver Bem na Escola, em 2021.

Por cerca de 1h, mais de 500 educadores da região Sul do Estado puderam ouvir, trocar experiências e questionar a psicóloga Daniela Graef, que falou direto da Unimed Vale do Taquari e Rio Pardo, em Lajeado, sobre a ‘Saúde emocional no retorno às aulas’.

 

O evento

A atividade foi aberta pelo diretor administrativo do Instituto Unimed/RS, Alcides Mandelli Stumpf, que, de Erechim, saudou a expressiva presença do público, além de agradecer a parceria e empenho dos demais realizadores do evento. Em seguida, o presidente da Unimed Uruguaiana, Lourival Gonçalves, apresentou ações desenvolvidas pelo Instituto na região, reforçou a necessidade de apoio à campanha de vacinação e se mostrou solidário à situação dos educadores, que enfrentam, assim como os estudantes, dificuldades de ensino/aprendizagem no cenário da pandemia. A representante da 10a CRE, Sara Cardoso, parabenizou a Unimed pelo encontro e a temática escolhida, que abordou o cuidado com o cuidador.

 

A palestra

Ao lado do analista de projetos de Sustentabilidade do Instituto Unimed VTRP, Cleimar dos Santos, responsável pela intermediação da atividade, a psicóloga e terapeuta de casal e da família, Daniela Graef, fez uma abordagem direta e prática sobre o contexto geral da pandemia e o impacto dela no estado emocional das pessoas, especialmente, dos educadores.

 

Respostas diferentes

Segundo a especialista, a pandemia, além de fazer com que muitas pessoas precisassem de tratamento médico intensivo ou clínico, em decorrência da doença, também afetou de forma particular cada indivíduo, conforme a carga recebida e as respectivas pré-disposições, recursos internos, doenças de base, capacidade de resiliência e de retroalimentação, padrões de resposta e flexibilidade diante do novo.

 

Construção do conhecimento

Utilizando a teoria do conhecimento, de Piaget, Daniela pontuou que o processo de construção do conhecimento inicia-se com o desiquilíbrio entre o sujeito e o objeto. Para ele, a origem do conhecimento partiria do sujeito, envolvendo dois processos complementares e, por vezes, simultâneos. O primeiro é chamado de assimilação e o segundo de acomodação. Com o tempo, diz a piscóloga, a pessoa passa a “dominar o novo assimilado e acomodado, chegando a um ponto de equilíbrio”. Desta forma, quem atinge tal patamar não seria mais o mesmo, pois seu conhecimento sobre o mundo é outro, maior e mais desenvolvido.

 

Enfrentando o desconhecido

Na pandemia, Daniela Graef frisa que o mundo vem enfrentando o desconhecido por um longo tempo, causando medo (entendido como a percepção real ou imaginária do perigo) e o luto, refletido sob a ótica do sofrimento e desorganização. Com isso, as respostas fisiológicas do organismo foram, conforme cada caso, de luta, passando pela fuga e até congelamento.

Para alguns, a soma desses elementos desemboca no adoecimento emocional e, desde já, tem agravado transtornos como ansiedade e depressão, o que deve se intensificar no ‘pós-pandemia’.

 

Sugestões práticas

Entre as alternativas possíveis, procurando apontar caminhos que permitam uma vida com saúde, do corpo e da mente, a psicóloga apresentou à audiência sugestões práticas. São elas:

- Orientar o pensamento para sentimentos positivos, que se transformam em comportamento positivo;

- Encarar a realidade, como o ensino a distância e focar naquilo enquanto a tarefa é desenvolvida, procurando, nos momentos ‘livres’, alternativas que deem prazer e satisfação;

- Desligar de noticiários negativos;

- Entender que ficar só também pode ser um momento de descoberta e reencontro;

- Mantendo a obediência aos protocolos, a prática de exercícios físicos e outros hobbies, como cozinhar, é recomendável e necessária;

- Identificar os limites de cada um, e as reais necessidades;

- Patrocinar trocas virtuais positivas, como conversas em vídeo com amigos e parentes, não hesitando da busca de ajuda profissional, sempre que sintomas indiquem problemas ou dificuldades de entendimento de determinados quadros. Afinal, conforme Daniela, não há nada que alimente mais a alma do que outra alma.

 

 

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