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MAB 30 anos: uma vida lutando pelos atingidos por barragens

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Ricardo Luiz Montagner, conta com orgulho a história da fundação da entidade, que iniciou no Alto Ur
Por Leandro Zanotto
Foto Divulgação

Aos 61 anos o coordenador estadual e ativista do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), Ricardo Luiz Montagner, conta com orgulho a história da fundação da entidade, que iniciou no Alto Uruguai no fim da década de 1980 e chega a todo o país atualmente.

 

“Sempre trabalhamos como um movimento popular”

Membro dos primeiros comitês criados para defender as famílias atingidas pelas usinas hidrelétricas de Machadinho e Itá, ele destaca o trabalho realizado pela entidade ao longo dos últimos 30 anos. “Sempre trabalhamos como um movimento popular, autônomo e social, que busca os direitos de quem teve suas terras atingidos pelas barragens. Nosso objetivo foi de criar um projeto que torna a energia um bem social e não uma mercadoria, beneficiando a todos”, explica.

 

História

Ao lembrar da história da entidade que se confunde com a sua, faltam palavras para Ricardo: “Eu diria que valeu muito a pena. Aprendemos com o tempo e tivemos oportunidades de construir políticas públicas de forma coletiva. Posso dizer que foi uma formação pessoal e política praticada de forma diária ao longo das três últimas décadas.  Me emociona saber que essa história foi construída em nossa região e daqui ganhou o país e o mundo, realizando congressos nacionais e internacionais, sempre envolvidos com causas que impactam diretamente a vida de milhares de pessoas”, ressaltou.

 

Coletivo

Para o ativista a história do MAB foi construída através da coletividade de entidades e pessoas que participaram do processo de fundação “ Em 1984 começamos a desenvolver a Comissão Regional de Atingidos por Barragens (CRAB), que teve o apoio de várias entidades, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e outros movimentos importantes, que tornaram o movimento ligado ao MAB destaque nacional”, ressalta Ricardo.  

Futuro

Sobre o futuro do movimento, Montagner, ressalta os desafios ainda a serem superados. “O MAB ainda tem muito trabalho pela frente. Vamos seguir em lutas não apenas pelos atingidos por barragens, mas na defesa do SUS, da vacina para todos nestes tempos de pandemia, sempre para garantir dignidades a todos, seguindo um dos nossos lemas que é Terra, Tralho e Comida”, finalizou.

 

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