Teresinha Bevilacqua. Esse é o nome de uma das tantas profissionais responsáveis pela linha de frente do enfrentamento contra a covid-19, que enfrentam uma labuta diária.
Para se obter êxito e conseguir atender clinicamente tantas pessoas, como demanda estes mais de 365 dias em meio a luta da pandemia, é necessário que uma instituição hospitalar tenha uma equipe formada por profissionais competentes, e de várias áreas, onde um depende do outro para executar esta importante missão: salvar vidas.
Olhar de quem “vê de fora”
Quem não faz parte do enfrentamento desta pandemia, não faz ideia do que estes profissionais vivenciam, acompanhando diariamente pacientes contaminados, morrendo, recuperando-se e lutando. Assistir em um monitor ou ler as notícias escritas em jornais ou redes sociais, não pode ser comparado ao ato de presenciar ou “ver com os próprios olhos”, popularmente falando. É como em um filme onde os atores precisam interpretar um papel, sem deixar com que o “perfil” de um personagem, interfira na vida pessoal. A única diferença dessa comparação é que neste caso, se trata da vida real.
Mãos que possuem o poder de cura
Infelizmente ninguém tem o poder de determinar que alguma doença o atinja e o fato de existirem profissionais capacitados para tratar das enfermidades que possam surgir, é um conforto para a alma. Com a ciência evoluindo cada dia mais, novas possibilidades se abrem, trazendo eficácia e vida nova. Entretanto, nada substitui as mãos que todo dia, cobertas por uma luva cirúrgica, desemprenham as mais variadas funções.
Primeira a receber a vacina
Teresinha é uma das responsáveis pela limpeza da ala covid na Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim. A profissional foi a primeira erechinense a receber a vacina contra a covid-19. “Foi gratificante. A vacina nos trouxe tranquilidade para continuar desenvolvendo nosso trabalho e ajudando as pessoas. Não tenho palavras para descrever o que senti naquele momento”, conta.
Psicológico abalado
Um dos grandes desafios é manter o psicológico fortalecido em meio ao caos. “Às vezes me sinto muito triste ao ver tantas pessoas angustiadas, familiares,amigos, sem saber o que pode acontecer, se o ente querido vencerá a doença ou não. Por outro lado, fico feliz por poder fazer parte desta equipe que se dedica intensamente. É gratificante acompanhar cada paciente que se recupera”, exalta Teresinha.
“Amo meu trabalho e enquanto puder, estarei lá”
Muitas vezes, quem trabalha na sanificação dos hospitais não recebe o devido destaque. Evidencia-se apenas o trabalho dos demais profissionais, esquecendo que quem faz a limpeza é parte fundamental do bom funcionamento das unidades de saúde e hospitais. A reportagem do Bom Dia, perguntou para Teresinha se este fato a incomodava, e ela respondeu que a equipe é uma só. “Na maioria das vezes, não somos lembrados pela população. O que ninguém pode esquecer é que o processo funciona como uma engrenagem, se faltar uma peça, não funciona. Apesar disso, não me importo com o reconhecimento. Sei que estou fazendo a minha parte como profissional, amo meu trabalho e enquanto puder, estarei lá”, argumentou.
O endereço mais difícil do mundo: o lugar do outro
Para quem não considera a função da limpeza importante, feche os olhos por alguns segundos e imagine um ambiente hospitalar, por um mês, sem profissionais desempenhando a função. Os lixos não seriam recolhidos, o chão ficaria sujo e intransitável, leitos hospitalares ficariam com os mesmos lençóis, dentre tantas outras situações. “O que seria do processo se não existisse a equipe da limpeza? Nosso trabalho é primordial. Gratidão a todos os colegas que executam o importante papel”, conclui.