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Celebrações de Páscoa: segundo ano com programação adaptada

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Por Izabel Seehaber

Do mesmo modo que no ano passado, em função da pandemia causada pelo coronavírus, a programação religiosa, especial de Páscoa, em Erechim, será adaptada aos protocolos sanitários de prevenção à covid-19. Entre os cuidados está a particularidade da participação restrita da população no espaço interno do Santuário (no máximo 30 pessoas no modo presencial). Outra característica é a necessidade de encerramento às 20 horas.

No entanto, os católicos poderão acompanhar as celebrações de casa, pois haverá transmissão pela Internet. “Iremos disponibilizar o conteúdo no formato on-line, para que mais pessoas tenham acesso e possam participar”, destaca o reitor do Santuário Nossa Senhora de Fátima, padre Valter Girelli.

Os significados especiais

Esses dias, por si só, já possuem um nome especial que se denomina: Semana Santa. Nesse sentido, o padre exalta que, para quem tem fé, todo tempo é sagrado, porém, esse período é diferenciado, pois é momento de reviver e marcar a memória do grande acontecimento pascal: a paixão, morte e a ressureição de Jesus.

Girelli reforça que, cada ano tem a sua marca. Em 2021, mais uma vez, as celebrações consideram o cenário da pandemia. “Vivemos um ano de muito sofrimento, lágrimas e, nesse contexto, lembramos do sofrimento de Jesus, a sua caminhada sagrada, unindo à Ele, as dores da humanidade em razão da pandemia e, ainda, por outros problemas e doenças”, destaca, citando que, o que mais se ouve nesses dias é: “onde está Deus em meio a todas essas cruzes?”. Na opinião do reitor, o Papa Francisco concedeu uma resposta bem acertada para nós, que somos homens e mulheres de fé: “Deus continua com a cruz e com os crucificados da história do mundo de hoje”.  

Com isso, o padre explica que a fé tem esse poder expressivo de oferecer resistência para quem crê. “É um suporte que nos ajuda nos momentos mais difíceis, para não nos desesperarmos e mantermos a esperança. Ao mesmo tempo, sabemos que esse sofrimento não é em vão. Certamente ele pode ajudar a humanidade a melhorar”, salienta.

O religioso diz que acredita que as pessoas irão ressurgir a partir de novos parâmetros, princípios, desenvolvendo uma sensibilidade diferente diante das dores e sofrimentos. “A Páscoa assume, mais uma vez, esse significado transcendental, de que a vida está acima da morte, a esperança acima do desespero e a paz muito além da violência e da guerra”, reitera.

A Semana Santa vem marcada, ainda, por duas grandes ações que integram a tradição marcada pela fé e pela religiosidade popular: a primeira é que a sexta-feira é conhecida pelo dia de jejum de carne vermelha, momento em que as famílias costumam consumir peixes; o segundo gesto é a colheita da macela, especialmente antes do sol nascer, com o orvalho da natureza. Nesse ano, em função da pandemia, não haverá a cavalgada com a coleta da planta.

Como será a programação?

Quinta-feira

18h30: Missa de lava pés e instituição da Eucaristia;

Sexta-feira da Paixão

O Santuário estará aberto para quem quiser passar individualmente e fazer o seu ato de fé.

Às 15h: celebração da Paixão, também transmitida pelas redes sociais do Santuário.

À noite, haverá a Via Sacra, transmitida via Internet, para celebrar o entardecer da Sexta-feira Santa.

Sábado

18h30: missa da vigília Pascal, com a bênção do Fogo Novo e preparação do Círio.

Domingo

Duas missas: às 8h e às 18h30.

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