Se tem um ente federativo que, hoje, faz a diferença na vida das pessoas é o governo municipal. E falo isso repetidamente, insistentemente, porque quando a estrutura pública realmente estabelece como prioridade atender as necessidades das pessoas, isso de fato acontece, e muda a realidade, beneficia efetivamente indivíduo e sociedade. E os serviços que as administrações municipais prestam são os mais diversos, como subsidiar o transporte escolar incentivando as pessoas a se qualificar; creche; incentivo à produção de alimentos; crédito para empresas; terraplanagem; pagamento de juros para investimentos nas propriedades rurais ou até dando recursos para ampliação e melhoria da produção; cursos profissionalizantes; pagar exames, consultas médicas. Isto é, são políticas públicas efetivas que fazem toda a diferença na vida das pessoas, gerando qualidade de vida e bem-estar à população.
E, apesar das limitações do orçamento, a boa gestão pública consegue com o que tem, fazer o melhor. O maior problema é a concentração dos recursos em Brasília, que arrecada de caminhão e repassa aos municípios, onde há vida, necessidade que precisa de atenção, em conta-gotas.
Além disso, tudo que diz respeito à gestão pública estadual ou federal não anda, se arrasta só gera problemas e falta de solução. Basta ver a falta de acessos asfálticos nos municípios (Estado), situação caótica do presídio de Erechim (Estado), estrutura do DAER abandonada no centro de Erechim (Estado), falta de tratamento de esgoto pela Corsan (Estado), falta de acessos inter-regionais asfaltados (Estado), BR 153 trecho Erechim – Passo Fundo de chão batido (Federal), prédio dos Correios abandonado no centro de Erechim (Federal), e por aí vai.
Onde há vida e necessidade os recursos são escassos (município), e onde há desperdício, morosidade, falta de projetos, propostas e prioridades os recursos são abundantes (Estado e União).
Pelo ralo
Qualquer política pública econômica que deixe de lado as necessidades das pessoas, do cidadão, que não estabeleça a vida como prioridade está condenada ao fracasso. Isso é certo. Pode demorar um pouco mais ou menos para isso ocorrer, mas num determinado momento tudo vai se desmanchar se não estiver alicerçado nesta lógica. Porque economia, aqui ou em qualquer lugar do planeta, envolve a satisfação das necessidades humanas de comer, se locomover, vestir, viajar, trabalhar, consumir. Enfim, sem atender e oferecer as condições para que as pessoas tenham condições de adquirir o que elas precisam, tudo vai pelo ralo. Sem investir nas pessoas das mais diferentes formas não há razão em se esperar algum resultado, porque se nada foi feito, nada se terá.