Não é novidade que a água é o bem mais precioso do planeta. Cuidar e preservar, é dever de todos nós, que somos dependentes deste benefício. A responsabilidade garante que o abastecimento à população seja realizado de forma normal, garantindo a saúde e qualidade de vida de todos.
Origem
Em entrevista ao Jornal Bom Dia, a Bióloga e Tecnóloga em Meio Ambiente, Emmanuele Rosane Borça, que atua há 12 anos na área de consultoria e assessoria ambiental explica que, há diversas formas de cuidar da água. “Podemos pensar primeiramente na sua origem, ou seja, preservando as áreas de preservação permanente (matas ciliares), que é a vegetação no entorno de nascentes e rios/riachos, pois já diz o nome, funcionam como os cílios de nossos olhos, protegendo contra agentes externose auxiliando na manutenção da boa qualidade da água que chega posteriormente em nossas casas”, aponta a profissional.
Medidas para economizar
Ela ainda pontua que existem estratégias que auxiliam no processo. “Também podemos citar como cuidado, o uso de cisternas para armazenamento da água da chuva; o manejo adequado do solo a fim de promover a infiltração da água da chuva no subsolo e consequentemente o abastecimento do lençol freático; a economia através do uso estritamente necessário; o reuso da água em atividades industriais ou domésticas, entre outras tantas formas”, frisa Emmanuele.
Onde não há água não há vida e desenvolvimento
A bióloga esclarece que a escassez impacta negativamente o ambiente, pois onde não há água não há vida e não há desenvolvimento. “A economia também é seriamente impactada, pois sem água várias atividades econômicas do setor primário não podem ser desenvolvidas (ex.: criação de animais). Pode-se perceber que todas as grandes cidades foram originadas a beira de recursos hídricos, pois era e continua sendo condição prioritária para as atividades humanas”, expõem.
“Não” ao desperdício
O desperdício também afeta negativamente. “Na cidade por exemplo, cada litro de água que vai para o ralo gera consequentemente 1 litro de esgoto, que precisa ser tratado para então ser descartado em um recurso hídrico, gerando um custo alto para isso. É importante lembrar que na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, finaliza.