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“Missão cumprida” e de volta à terra natal após mais de 30 anos

Em 2020, a enfermeira aposentada, Márcia Maria Dreier, esteve na linha de frente no atendimento aos pacientes com suspeita de covid-19, em São Paulo. Após uma vasta experiência na área, além da qualificação por meio de diversos cursos e lições do primeiro período de pandemia, ela optou por retornar à Erebango e ao convívio dos pais

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Aos 56 anos, a enfermeira, atualmente aposentada, Márcia Maria Dreier, teve uma importante decisão no fim do ano passado: pedir a exoneração do cargo que exercia em São Paulo, e retornar à cidade de origem, Erebango, onde também residem seus pais, Paulo Luiz Dreier, de 82 anos e Yolanda Sirotenco Dreier, de 78 anos.

Em 2020, Márcia esteve na linha de frente no atendimento aos pacientes com suspeita de covid-19. Com uma vasta experiência na área de saúde, além da qualificação por meio de diversos cursos, ela optou pela despedida do “mundo hospitalar”, sendo que o último dia de trabalho foi em 20 de dezembro de 2020, no Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Ela retornou ao Rio Grande do Sul para conviver e cuidar de seus pais.

Trajetória de vida dedicada à Enfermagem

Apaixonada pela profissão que exercia, orgulhosa por ter auxiliado muitas vidas, Márcia destacou, em conversa com a reportagem do Bom Dia, que em sua trajetória de vida dedicada à Enfermagem, cuidou de muitos pacientes, adultos e crianças, além de familiares, colaboradores e colegas de trabalho. “Atuei na área da saúde por 36 anos, tanto na assistência direta aos pacientes, como na parte administrativa, com cargos de chefia de Enfermagem. Por vários locais, também ministrei palestras, procurando fazer o melhor pela vida das pessoas”, ressaltou.

A enfermeira concluiu a graduação em 1988, na Universidade de Guarulhos. De lá para cá, reúne várias vivências em casas de saúde de referência no País.

Segundo ela, ao decidir pelo afastamento da área da saúde, a sensação foi de missão cumprida. “Combati o bom combate, como fala na Bíblia, o apóstolo São Paulo. Contudo, a crise mundial da pandemia causada pelo Coronavírus, continua a nos preocupar. Observo que, graças ao empenho incansável dos cientistas, pesquisadores e outros profissionais de várias áreas, a vacina está chegando para todos. Porém, em paralelo, o número de mortos, ainda nos inquieta”, afirmou.

Márcia relatou que, como profissional, que atuou na linha de frente no atendimento às pessoas com suspeita de contaminação pelo Coronavírus e observou o sofrimento dos pacientes, familiares e funcionários de todas as áreas, não pode se calar diante do que viu, constatou e aprendeu desde o início da pandemia. “Digo isso, mais especificamente desde 20 de março de 2020, quando recebemos os primeiros pacientes com suspeita de covid-19. Naquele momento nosso lema foi: ‘Cuidar uns dos outros para todos sairmos vivos, até o fim da pandemia’. Graças a Deus e aos cursos que realizei, adquiri conhecimento amplo para ter segurança e atuar nesta situação, que era nova para todos, em qualquer lugar do mundo”, salientou, citando que os princípios básicos de controle de infecção estavam voltados às técnicas de prevenção por meio do uso de máscaras, lavagem das mãos com água e sabão e seguimento a todos os cuidados adequados.

Márcia comentou que, no decorrer dos meses, ela e muitos colegas perceberam, com base em alguns estudos e na prática de atendimentos, que a medicação Ivermectina (existente no mercado há mais de 40 anos), poderia auxiliar na redução da carga viral pelo Coronavírus, quando utilizada na dosagem certa.

Como o Bom Dia já publicou em outras oportunidades, alguns profissionais de saúde também orientam o uso da Ivermectina de maneira profilática, ou seja, preventiva ao Coronavírus.

Por indicação de uma médica infectologista e geriatra, Márcia, os pais e duas irmãs, fazem uso da medicação, mensalmente. “Não apresentamos efeitos colaterais. Acredito que não podemos nos omitir e sim, focar em salvar vidas. Ao passo que as vacinas estão, aos poucos, contemplando as diferentes faixas etárias, devemos aguardar o tempo para comprovar a real eficácia”, enfatizou.

Dos plantões à vida tranquila em Erebango

Atualmente, a enfermeira aposentada auxilia seus pais no cultivo (no formato artesanal) de erva-mate. “É maravilhoso acompanhar a brotação de cada planta e observar a necessidade da chuva e do sol para o cultivo da terra, fato que não via quando estava trabalhando nos hospitais, em plantões diurnos e noturnos. Minha gratidão a Deus e a todos que se comprometem com a vida, cuidando uns dos outros”, afirmou Márcia que também dedica seu tempo à igreja católica e às atividades da catequese.

Mais sobre a carreira de Márcia na Enfermagem:

Integrou a chefia de Enfermagem no Hospital Stella Maris, de Guarulhos por 21 anos (até fevereiro de 2006). Ainda relacionada à mesma casa de saúde, ajudou a fundar a Escola de Enfermagem, para formar auxiliares e técnicos de Enfermagem (em 1991). Na instituição ministrou aulas de Ética profissional e Legislação em Enfermagem. Na época, era considerada pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de São Paulo, como uma das melhores escolas de Enfermagem do estado.

Márcia também fez parte da equipe do Hospital Nipo-Brasileiro, em São Paulo (em 1989). Em 2006 trabalhou na Universidade de Guarulhos, com alunos de graduação em Enfermagem, nas áreas de centro cirúrgico e administração hospitalar. No mesmo ano, assumiu a gerência de Enfermagem na Unidade Hospitalar da Unimed Guarulhos. Em 2008, ingressou no serviço público, em um hospital municipal da Prefeitura de São Paulo.

Em 2010, aprovada em dois concursos públicos, iniciou suas atividades no Hospital Municipal da Criança e Adolescente de Guarulhos, onde permaneceu até 24 de junho de 2019. Naquele ano iniciou no Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos, pela Secretaria Estadual de Saúde de SP, onde encerrou sua carreira profissional.

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