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Bem-estar: os benefícios de ter um pet

Animais têm sentimentos e a capacidade de percepção muito semelhante aos seres humanos

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Tiago Francisco Sciesleski De Lima é Pós-graduando em Emergência Clínica de Cães e Gatos pela Univer
Tiago Francisco Sciesleski De Lima é Pós-graduando em Emergência Clínica de Cães e Gatos pela Univer
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Por Nathan Breitenbach
Foto Arquivo pessoal

O interesse das pessoas por animais de companhia vem crescendo muito, razão pela qual a convivência entre homens x animais mostra-se cada vez mais íntima. Entretanto, é necessário que esse contato seja saudável, atentando-se à adequada criação, com uma comunicação leve, sem levantar o tom de voz e evitando gestos agressivos, pois tais ações podem assustar os animais e, eventualmente, causar transtornos.

CÃOpanheira

Quando a cientista social Daniele Marek, de 27 anos, saiu da casa dos pais e veio morar em Erechim, por sempre ter cachorros como animais de estimação, viu a necessidade de continuar a vida longe da casa deles com uma cãopanheira. Então, decidiu escolher uma amiga: a cachorra chamada Artemis, nome grego que significa Deus da Guerra, de quatro anos.  Ela adotou a ‘menina’ no final de 2017 e conta que a vira-lata sempre demostrou sentimentos de carinho, amor e muito cuidado. “Foi a melhor escolha que fiz nos últimos anos. Sem ela, muito do que vivi não teria sido igual”.

Orelhinhas em pé

Para além de um animal de estimação, Artemis é o conforto diário de Daniele. Ela diz que não existe alegria maior do que chegar em casa e se deparar com ela esperando, com as orelhinhas em pé e feliz por estar ali. “Ela é minha casa, como gosto de dizer. É aquela luz no fim do túnel que me faz a todo dia lembrar que devo continuar, pois ela jamais me abandonaria, então eu jamais devo deixá-la”.

 

Criação

Os animais de estimação precisam ser criados com atenção às necessidades de cada espécie. Conforme o médico veterinário Tiago Francisco Sciesleski De Lima, “os sentimentos desses amigos pets variam conforme a criação e o ambiente em que vivem, sendo que, quando suas necessidades básicas não são atendidas, pode haver impactos importantes na sua fisiologia, levando, inclusive, a alterações do sistema nervoso”.  

Carinho

Além disso, segundo o médico veterinário, o bem-estar do animal é muito importante na criação. E isso passa por uma atenção básica que permite identificar as suas reais necessidades. Ou seja, os animais devem ter ao seu alcance sempre água fresca e uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e nutrientes, além da prática de exercícios também ser imprescindível para eles, para evitar que desenvolvam estresses, requisitos essenciais para a sua saúde.

Atentos aos eventuais desconfortos

Portanto, os donos devem estar sempre atentos a eventuais desconfortos expressados pelo seu animal, dando o adequado suporte médico. “Em alguns momentos que por ventura eu venha a ficar triste, chore, por exemplo, ela faz de tudo para tirar um sorriso do meu rosto, ela busca sempre se alinhar no meu colo, pede abraços, e coloca a patinha sobre meu rosto, como se dissesse ‘mãe, estou aqui”, afirma a cientista social. 

Convívio                       

Para o convívio entre seres humanos e animais, o doutor Tiago explica que o ideal é sempre avaliar todas as condições que a pessoa pode fornecer a eles, seja com relação a manutenção da saúde (alimentação e vacinas, principalmente), e à educação deles, pois para tanto, atenção e carinho são essenciais.  

 

As particularidades de cada espécie

O médico veterinário ressalta que cada uma das espécies possui particularidades. Os cães e gatos são os mais conhecidos, mas existem espécies exóticas de aves, roedores e peixes. Explica ainda que os animais de grande porte como cavalos, cabras, porcos e bovinos estão entrando na lista de animais estimação. “O contato de crianças, adultos e idosos com diferentes tipos de animais estimula o corpo humano, levando a produção de hormônios que causam a sensação de felicidade”.

Ciúmes

Existem situações em que os animais podem demonstrar ciúmes de outros ou até mesmo de pessoas. Para o doutor Tiago, esse tipo de atitude deve ser evitada e desencorajada, por meio de afeto e a recompensa, métodos que respondem positivamente para contornar tais situações. “Quando há alguma reação de ciúmes deve ser mostrado ao animal que aquele indivíduo/animal não traz desconforto, recompensando o bichinho de alguma forma (petiscos/carinho) ”, afirma.

 

Marcando território

A Artemis é ciumenta e não gosta muito de dividir a atenção que tem com a dona. “Ela faz de tudo para que os outros pets saibam que eu sou a mãe dela. Geralmente fica no colo, mesmo sendo uma cachorra de porte grande, mas é a forma de demostrar que eu sou dela”, relata Daniele.

 

Comunicação de diferentes formas

Animais podem se comunicar de diferentes formas, tanto com pessoas, como com outros animais, cada espécie interage de forma diferente e utiliza diferentes formas de comunicação. A movimentação do rabo e orelha e a vocalização são reações de fácil percepção e compreensão do que o animal quer, sendo as mais comuns para identificar a felicidade/animação do animal.

 

O jeitinho de se manifestar

Daniele sempre ensinou a Artemis, como por exemplo, às necessidades serem feitas no jornal. Para alegria da dona, ela aprendeu muito rápido. Quando a cachorra faz algo de errado, a tutora briga com ela, porém sem agressão, sempre conversando e mostrando o erro. Apesar disso, conta que as vezes não obedece, começa a latir enquanto conversa com ela, mas nada fora do normal. A dona entende que este é o jeitinho de Artemis se manifestar.

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