Na semana que passou, em 27/07, foi celebrado o Dia do Motociclista. Na atualidade, é cada vez mais comum observar homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, que utilizam a moto para atividades do cotidiano, como trabalho e passeio.
No entanto, há algumas décadas isso não era muito frequente. E já imaginou ser estimulada pelo próprio esposo a um apreço especial pelo motociclismo? Essa é a história da getuliense Mercedes Galina Kerber, de 61 anos. Conforme alguns relatos, acredita-se que ela tenha sido a primeira mulher a pilotar uma moto em Getúlio Vargas. “Até hoje alguns munícipes comentam que fui a primeira pessoa que eles viram na condução do veículo”, comenta Mercedes, que trabalha há 39 anos na Brasoptica de Getúlio Vargas.
Em entrevista ao Bom Dia, ela relata a principal inspiração e algumas das memórias incríveis sobre duas rodas. Confira a seguir, mais detalhes do bate-papo:
O início de tudo
Mercedes lembra com muito carinho do esposo, Danilo Kerber, mais conhecido como ‘Bastão’, falecido há dois anos. O casamento, de 37 anos, sendo cinco de namoro, proporcionou a ela muitas recordações, guardadas até hoje, com muito carinho. “Andar de moto foi uma delas. Danilo que me ensinou e aprendi com facilidade. Lembro que procurávamos um campo para facilitar os treinos, nas primeiras vezes. Depois, aos poucos, dirigia com tranquilidade”, relata.
Era por volta dos anos de 1978/1979 quando a getuliense começou a pilotar motos. “Naquela época, ia até o mercado, passeava, foi tudo muito tranquilo, inclusive a questão da sociedade ao ver uma mulher andando de moto, o que não era comum, mas não tive problemas quanto a isso. Mais tarde fiz a carteira de habilitação. Utilizava para ir ao trabalho e também para passear na cidade. Com o Danilo, viajávamos bastante, era muito bom”, ressalta.
Mercedes afirma que tem um carinho muito especial por toda história ao lado do companheiro e suas motos. “Ele tinha uma oficina e era apaixonado por motociclismo. Assim começou a nossa linda história, pois eu também comecei a gostar muito de moto. Danilo sempre me motivou e orientava sobre a importância de ter calma. Quando fui fazer o teste de moto para obter a CNH, passei de primeira”, salienta, citando que, em uma das aulas de moto, caiu e machucou o joelho. “Simplesmente levantei e continuei. Acho que isso foi decisivo, além do suporte do meu esposo, para não ter desistido e evitar o medo de cair novamente”, enfatizou.
A sensação de pilotar uma moto
Sobre andar de moto, Mercedes conta que a sensação é de liberdade, bem-estar e amor à vida. “É algo quase indescritível, sensacional”, destaca.
As inúmeras recordações...
Em relação às lembranças, Mercedes diz os destaques vão para as saídas com os amigos. “Era uma turma bem bacana, que se reunia sempre aos fins de semana. Vivenciamos muitos momentos incríveis, que ficam para sempre na memória. Sinto-me realizada pelos aprendizados, amor, carinho, enfim, por tudo”, revela, emocionada.
...tudo compartilhado entre gerações
O casal getuliense teve dois filhos: Catúcia e Patrick, que também amam motos. “Quando pequenos, saíam com o pai nas estradas de chão. Na volta, Danilo sempre trazia flores para mim”, relata.
Mais tarde, o neto Enzo, que hoje tem 11 anos, também participava de muitos momentos divertidos com o vovô Danilo e sua moto. Tudo era acompanhado pela nora Luciele e o genro Emanoel.
História preservada
Hoje, com saudade de tantas oportunidades muito bem vividas, Mercedes e a família procuram manter os hábitos e a paixão incomparável por motos, motivada por Danilo e compartilhada por muitos amigos.