Vocações são presentes de Deus. Aquilo que o altíssimo nos capacita para exercer em vida. Todos nascem com um dom e uma vocação, para alguns ela se manifesta ainda na infância e outros precisam descobri-la ao longo da vida, por meio de experiências.
A igreja católica, buscando dar ênfase a esse tema, criou o “Mês Vocacional”, comemorado em agosto, que visa celebrar em cada domingo do mês, uma área específica durante a celebração litúrgica. O principal objetivo da comemoração, é ressaltar as responsabilidades da vida cristã.
Conforme o padre Lucas André Stein, as pessoas precisam se conscientizar, como membros da igreja inseridos na comunidade. “A data existe há mais de 40 anos. Em cada semana damos enfoque a uma vocação específica, justamente para que as pessoas possam pensar: “Como estou vivendo a minha vocação”? “Estou dando as respostas necessárias que Deus me pede, por meio da vida comunitária e das inspirações de Deus?”, questiona.
Em 2021, as celebrações tem como tema principal: “Cristo nos salva e nos envia”, recordando a figura central de Jesus Cristo, na história da salvação e na busca da vocação de cada um. “Ele que nos salva, nos redime, nos dá acesso ao reino do seu pai e nos envia. Nós batizados devemos levar a diante, esta missão de sermos enviados ao mundo, tendo como lema a seguinte passagem bíblica. ‘Aquele que ouve minha palavra possui a vida eterna’”, afirma o padre.
Devido a pandemia da covid19, as igrejas precisaram adaptar as atividades. “Fizemos uma Live vocacional no fim do mês passado e esse mês temos celebrações nas terças-feiras no santuário, que são marcadas justamente pela questão vocacional específica de cada semana que é celebrado”, conta Lucas. Nos fins de semana cada comunidade celebra em sua missa, conforme temática. “Quando falamos em vocações, nos vem a imagem uma relação apenas com profissão. A vocação no sentido cristão é justamente aquilo que Deus quer de mim, aquilo que ele aponta para que eu me torne sinal de sua presença no mundo”, salienta.
Neste tempo de reflexão, estudos e aprofundamento, por meio de celebrações, as temáticas são divididas em quatro domingos, e em 2021, cinco domingos, como determina o calendário.
Primeiro domingo de agosto - Vocação Sacerdotal
O sacerdote age em nome de Cristo e é o representante dentro da comunidade. Ao padre compete ser pastor e pai espiritual para todos sob sua responsabilidade. Atualmente também se comemora o dia das vocações diaconais, ou melhor dizendo: dia das vocações aos ministérios ordenados.
Segundo domingo - Vocação Matrimonial
Comemoramos no segundo domingo de maio o Dia das Mães e no segundo domingo de agosto, o Dia dos Pais. Devido a esse fato, nesta data é comemorada a vocação matrimonial. “Esta data significa a alegria do matrimônio, onde duas pessoas se unem, formando uma nova família e transmitindo os ensinamentos da igreja a seus filhos”, explica o padre Lucas.
Terceiro domingo - Vocação à Vida Religiosa
Na oportunidade celebra-se o fato de homens e mulheres consagrarem suas vidas a Deus e ao próximo. Desta vocação brotam profissionais que enriquecem as comunidades, pessoas que buscam viver verdadeiramente seus votos de castidade e obediência. São testemunhos vivos do Evangelho.
Quarto domingo - Vocações Leigas
Ser leigo é ter consciência do chamado de Deus e participar ativamente da Igreja, contribuindo para a caminhada e o crescimento das comunidades. Neste dia celebramos todos que se dedicam a igreja, auxiliando no que for necessário, tanto durante as missas quanto em eventos promovidos pela paróquia. “São sinais do amor de Deus e da entrega que o homem é capaz de fazer ao Senhor”, expressa Stein.
Quinto domingo – Vocação Catequista
Nos anos em que o mês de agosto possui cinco domingos, a igreja celebra neste último, o ministério dos catequistas, uma vocação que exige dedicação por completo a aprender e ensinar os caminhos de Cristo. “Catequista é uma vocação que nós sempre temos que valorizar muito. São mulheres que se dedicam a esse cuidado com as crianças, onde acontecem quatro etapas para se compreender melhor a vida na comunidade, os sacramentos que vão receber e como vive-los”, explana.
Em Erechim existem sete paróquias, e na diocese como um todo, são 30. “O padre não está ali só para rezar missa, tem todo um trabalho envolvido. A liturgia é o central da vida do padre, ninguém pode fazer isso por ele. Porém existem outras atividades e incumbências. A profissão é muito dinâmica. Nós lidamos com a vida das pessoas, na tristeza, alegria, emoções, e espiritualidade”, expõe.