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Unindo mente, olho e coração

Pamela Graeff, profissional há mais de 8 anos, conta no Dia Mundial da Fotografia, que foi preciso se reinventar, trazendo uma identidade própria aos seus registros

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Sarah, filha de Pamela, foi e continua sendo a inspiração da profissional até hoje
Por Ragnara Zago
Foto Pamela Graeff

“A maior parte da vida é uma série de imagens. Elas passam por nós como cidades em uma estrada. Mas, algumas vezes, um momento se congela e algo mágico acontece. E nós sabemos que esses momentos e todas as partes dele, viverão para sempre”.         

            No dia 19 de agosto, se comemora o Dia Mundial da Fotografia. A frase acima, traduz em palavras o significado de registrar imagens. Quantos acontecimentos são possíveis de serem recordados por intermédio de álbuns de fotos ou simplesmente na tela do computador ou celular? Eventos que podem ter sido ofuscados da mente, sendo trazidos à tona novamente por meio da foto.

            Fotografia virou moda, tendência, e na verdade sempre foi assim. Muitos registros eram feitos nos tempos antigos, e graças ao fato, as pessoas tiveram a oportunidade de conhecer os costumes, crenças, vestimentas e estilos de vida relacionados ao passado.     

            Atualmente, o conceito vem se reinventado. Além de congelar momentos, o ser humano busca nas fotos, uma maneira de expor aquilo que sente, vive ou é. Sim, porque, através de uma câmera fotográfica, é possível combinar elementos que traduzem a personalidade de alguém. Alguns fotógrafos especializados em retratos, conseguem fazer com que o cliente se sinta bem e seja “ele mesmo” durante uma sessão. A singeleza e o “sentir-se” confortável, trazem vida às imagens.

            Novas cores, poses e lugares, são características que tornam as recordações impressas ainda mais significativas. Técnicas que eram usadas antigamente, deixam espaço às novidades.

            Pamela Graeff, começou a fotografar em 2012, de forma amadora, fazendo fotos da filha Sarah, que na época tinha dois anos de idade. “Eu passava o dia tirando fotos dela, na época com uma câmera digital simples, era um hobby. Porém, o amor pela fotografia infantil foi crescendo junto com minha filha, então comprei minha primeira câmera semiprofissional, usada”, conta.

                Desde então, a jovem nunca parou. Mesmo enfrentando altos e baixos, fotografar já era indispensável para ela. “Na época nem passava pela minha cabeça empreender, era somente algo que eu amava fazer e que conseguia conciliar, cuidando da Sara”, expõe.

            Com o passar do tempo, Pamela foi percebendo que esse era seu caminho, e não conseguia mais visualizar sua trajetória, seguindo outra profissão. “Segui por anos com minha empresa, entretanto, em função do início da pandemia da covid-19, a procura baixou muito. Eu tinha duas opções, ficar estagnada esperando o fim ou correr atrás e inovar de alguma forma. Foi aí que decidi investir dinheiro e tempo, para me especializar. Cursos, aulas online, dedicação quase 100%, e o resultado veio”, expressa.

            Tanto estudo trouxe ainda mais ideias para a carreira da fotógrafa. “Além de aceitar as sugestões dos clientes, também proponho inovações, adoro fazer ensaios diferentes. Na maioria das vezes as iniciativas são todas minhas, e os clientes afirmam: “confio em você, faz o que achar melhor que vai ficar bom”. A criatividade precisa fazer parte da vida de qualquer fotógrafo”, explica.

            O maior desejo da profissional, era aplicar nas edições das sessões fotográficas, cores mais quentes. “Meu principal objetivo era ter a minha própria identidade dentro da fotografia. Hoje, graças a Deus e a minha dedicação, tudo parte de mim, ideias, poses, acessórios..., mas foi longo o caminho até aqui”, evidencia.

 “Minha maior alegria é quando falam: “vi essa foto e sabia que era sua”. Realmente, um sonho que hoje é realidade”

            Um grande número de profissionais, que seguem nesse ramo, afirma que o ato de fotografar, traz grandes benefícios, oportunizando conhecer constantemente novas pessoas e lugares. “É até difícil falar sobre. A fotografia me cura! É como se fosse uma terapia para mim, principalmente quando estou fotografando crianças, elas me fazem viver mais feliz. Acredito que esse seja o maior benefício de trabalhar com o que se AMA”, pontua.

            O fato de possuir uma rotina mais flexível, também é uma das vantagens que Pamela destaca. “Posso cuidar das minhas filhas, levar e buscar na escola, preparar o café da tarde que elas gostam, não seria feliz se eu tivesse que abrir mão desses momentos. Por isso sou completamente apaixonada pela minha profissão e por tudo que ela me proporciona”, ressalta.

            Com a especialização em fotografia infantil e a vasta experiência com crianças, a fotógrafa revela que o significado dos momentos que vive ao lado dos clientes, é amor! “Me emociono pensando nas memórias que os pais guardam, da fase mais doce e pura dos seus filhos. Isso tudo tem muito valor. As crianças para mim, são o que se assemelha mais à Deus. Não me vejo trabalhando em outra área e sem esses sorrisos diários que me fazem ser alguém melhor, todos os dias”, finaliza.

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