O impacto provocado pela pandemia da covid-19 não escolheu gênero, classe social, cor e muito menos religião. Os desafios da atualidade nas igrejas, são: cadeiras vazias, máscaras, distanciamento social, álcool em gel, protocolos em vigor. Da mesma forma nas salas de terapias integrativas, onde muitas vezes por receio da exposição ao vírus, as pessoas preferem não frequentar.
Celebrações religiosas
Dessa maneira, a possibilidade dos métodos on-line não é mais opção – e sim necessidade. Sabendo disso, a equipe do Santuário Nossa Senhora de Fátima de Erechim, tem transmitido as missas e novenas por meio da página do Facebook, o que possibilita que um grande público tenha acesso aos momentos de oração, inclusive quem não mora na cidade ou região. “É bom porque proporciona para as pessoas esse contato com algo que é da nossa região, acaba chamando atenção para aquilo que é mais próximo de nós. Também chega em lugares que muitas vezes seria mais difícil ter acesso”, pontua o padre Lucas Stein.
Ele ainda acrescenta. “O lado negativo é a midiatização da fé, onde muitas pessoas acabam se contentando somente com a versão on-line e se esquecem que a vivência espiritual requer presença, comunidade e participação. Não podemos celebrar sacramentos por meio da internet, não é a mesma coisa”, conclui.
Terapias integrativas
Para as terapias alternativas, a profissional Marlova da Silva Sirena revela que busca incentivar seus pacientes e amigos a procurar por postagens motivacionais diárias em seu Facebook e Instagram. “No momento em que a humanidade passou a aderir ao isolamento social, encontrei nas redes sociais uma forma de aproximação com o mundo e as pessoas. Algumas palavras fazem toda a diferença em nosso dia a dia. Resolvi postar diariamente frases de auto ajuda e reflexão para que de certa forma, os internautas – sejam eles pacientes ou amigos, pudessem sentir um pouco de paz espiritual e refletirem sobre os conflitos internos que o isolamento estava trazendo”, explica.
Sobre os atendimentos on-line, ela afirma que são uma ótima opção, mas não substituem o presencial. “Quando o paciente frequenta pessoalmente - mantendo o distanciamento necessário que o momento exige, a energia e a sensação de bem estar e acolhimento que o momento proporciona, são indescritíveis”, finaliza.