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Entre 2010 e 2020, população acima dos 60 anos cresceu 48,9% em Erechim

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Tabela do ISPO revela variação da população local por faixa etária ao longo da década, chama atenção
Envelhecimento da população provocou expressiva mudança na pirâmide demográfica erechinense nos últi
Envelhecimento da população provocou expressiva mudança na pirâmide demográfica erechinense nos últi
Por Salus Loch
Foto Instituto Ispo

A população gaúcha, de modo geral, e a erechinense, em particular, está envelhecendo e dentro de alguns anos deve começar a encolher. É o que aponta o estudo Estimativas populacionais por idade e sexo nos municípios do Rio Grande do Sul, divulgado na quinta-feira, 2, pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do governo do Estado. O material, que apresenta as principais informações, em nível municipal, sobre o perfil da população por sexo e faixa etária, serviu de base para reportagem especial do jornal Bom Dia, sustentada em indicadores levantados pelo Instituto SL/ISPO de Pesquisa.

Para se ter uma ideia, entre 2010 e 2020, a população acima dos 60 anos em Erechim apresentou um acréscimo de 48,9% - saltando de 12.354 para 18.398 habitantes; enquanto, no período, houve leve redução na participação da população de jovens em relação ao total, conforme apontam tabelas nesta página.

Num corte geral, os cálculos indicam que a população do RS atingirá um pico em 2035 e começará a diminuir a partir daí. Em 2030, a parcela de gaúchos com mais de 65 anos será superior à de jovens com idade de até 14; o que deve se repetir na Capital da Amizade.

Embora essa tendência demográfica seja observada em todo o país, ela se manifesta com destaque no RS. Justamente por isso, vale observar que o aumento da população idosa; e a diminuição dos jovens implica, entre outros efeitos, que a economia não poderá contar com o “bônus demográfico” para sustentar seu crescimento. Assim, é vital entender – e se preparar (antecipando-se, se possível), seja no setor público ou privado, para os impactos na economia, numa escala que vai dos serviços em saúde até gastos em atividades de lazer e cultura.

 

Saiba mais

As mulheres seguem sendo a maioria da população do RS – e também em Erechim. Enquanto no Estado elas representam 51,34%, por aqui elas são 51,1%. No entanto, por ocorrerem mais nascimentos de pessoas do sexo masculino, os homens são maioria até por volta dos 30 anos, quando as mulheres – mais regradas e preocupadas com a saúde – passam a ser a porção mais representativa da população. Acima dos 60 anos, há 10.384 mulheres em Erechim, contra 8.014 homens. Apesar da pouca diferença em relação aos dados de 2019, o estudo mostra uma tendência contínua de envelhecimento da população residente no Estado, taxas cada vez mais baixas de crescimento vegetativo e redução no número de jovens nas cidades.

Detalhes da pesquisa

Entre os municípios com mais de 20 mil habitantes, São Sepé (24,91%), Caçapava do Sul (23,52%) e São Lourenço do Sul (23,23%) lideram o ranking no quesito percentual da população com 60 anos ou mais, enquanto a média geral no Rio Grande do Sul é de 18,77%. Em Erechim, na última década, a participação da população idosa saltou de 12,6%, do total, para 17%. Na faixa etária oposta, por aqui, a fatia da população até os 15 anos representa 18,7%; em 2010, o percentual era de 19,9%.

Numa zona intermediária, de moradores potencialmente ativos (entre 15 e 59 anos), Erechim tem 69.345 pessoas enquadradas, o equivalente a 64,3% do total. Neste ranking, a liderança, pelo terceiro ano consecutivo, é de Dois Irmãos, com 22.952 dos seus 33.417 habitantes (68,68%), com Charqueadas (68,02%) e Nova Hartz (67,66%) nas posições seguintes. Ao todo, 7.203.416 pessoas se encontram na faixa etária hipoteticamente apta a produzir no Estado, o que representa 63,06% do total de habitantes.

Tendência que se mantem

Ao longo dos últimos anos já havia uma tendência de redução do crescimento vegetativo, com diminuição dos nascimentos e aumento no número de óbitos, como consequência da redução da taxa de fecundidade e do envelhecimento da população. As mortes causadas pela covid-19 também contribuíram para o aumento de óbitos em 2020, destaca o estudo do governo gaúcho.

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