O Banco do Brasil vai destinar R$ 101 bilhões de recursos para a safra 2016/17. No Rio Grande do Sul, o BB vai destinar R$ 12,2 bilhões para operações de crédito rural na safra 2016/17. O volume é 8,8% superior ao valor desembolsado na safra 2015/16. Desse total, R$ 2,7 bilhões irão financiar a agricultura familiar, R$ 2,1 bilhões os médios produtores rurais e R$ 7,2 bilhões vão atender aos demais produtores e suas cooperativas rurais.
Desde o primeiro dia da nova safra, 1º de julho, as agências do Banco do Brasil estão contratando operações com as mudanças e inovações implementadas pelo governo federal.
Nesta terça-feira, a agência do BB em Erechim fez a apresentação dos números do Plano Safra para a assistência técnica, parceiros, clientes, revendas de máquinas agrícolas. Também foi feito o balanço da safra 20015/16 e apresentação das mudanças para a safra 2016/17.
Conforme o gerente geral Herivelton Luis Bueno Carneiro no primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil liberou na região de Erechim recursos no montante de R$ 61.753 mil para custeio e R$ 13.629 mil para investimento, valores que foram importantes para a economia da região.
No Estado do Rio Grande do Sul o desembolso da Safra 2015/2016 foi de R$ 11,1 bilhões, um crescimento de 10% em relação safra 2014/2015, foram aproximadamente 200 mil contratos.
Entre as principais novidades para o Plano Safra 2016/2017, Carneiro salienta o aumento do teto de financiamento com recursos controlados para grandes produtores de R$ 1,2 milhões para R$ 3 milhões e médio produtores (PRONAMP) de R$ 710 mil para R$ 1,5 milhões. E ainda, a redução da taxa de juros no PRONAF de 5,5% ao ano para 2,5% ao ano para estimular a produção da cesta de alimentos que compõem os índices da inflação; a produção de base orgânica e agroecológica; Investimentos em práticas sustentáveis de manejo do solo e da água, produção de energia renovável e armazenagem.
“O importante é que temos recursos à vontade para o agricultor. E é importante o agricultor apresentar logo sua proposta, pois mesmo com o reajuste de juros, o Plano ainda é mais compensador do que os juros de mercado”, salienta Carneiro.