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Geral

Reencontro: quase seis décadas de saudade

Moradora de Charrua relembra encontro com as irmãs desaparecidas há 58 anos

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As irmãs Leoni, Geneci, Tereza e Nelci
Por Leandro Zanotto
Foto Arquivo pessoal

O abraço entre Teresa, Leoni, Nelci e Geneci, ocorreu em 2016. Naquela época eram 58 anos que separavam o encontro das irmãs, quase seis décadas que atualmente são lembradas com muito carinho e amor por todas, que buscam recuperar o tempo perdido com apoio da internet para encurtar a distância.

 

O dia 13 de outubro de 2016

Foi pelo celular que dona Nelci conversou com nossa reportagem e relembrou o encontro que aconteceu há cinco anos, no dia 13 de outubro de 2016. “Não consigo explicar meu sentimento naquele dia, estava muito feliz podendo revelas novamente depois de tanto tempo”, explicou.

 

“Sempre que podemos nos falamos”

Atualmente todas conversam quase que diariamente pelas redes sociais e antes da pandemia, se visitavam com frequência. “Sempre que podemos nos falamos, fico feliz em saber que todas estão bem”, comenta dona Nelci.

 

História

Em 1961, após a morte do pai, Nelci lembra que a mãe entregou as filhas aos cuidados das freiras para que fossem encaminhadas para adoção no Hospital São Roque de Getúlio Vargas. “Eu tinha apenas três anos, não lembro das minhas irmãs pequenas, apenas tenho uma vaga lembrança do meu pai adotivo indo me buscar, com ele estava um documento com o nome dos mais pais biológicos”, comentou.

 

Programa de rádio

Anos mais tarde já adulta, Nelci descobriu que o documento era sua certidão de nascimento. O tempo passou e ao escutar um programa de rádio voltou a ouvir o sobrenome que leu no documento e que pertencia a seu pai. “A pessoa tinha mandado uma música para alguém com o mesmo sobrenome. Eu então liguei na rádio e descobri o número, entrei em contato e descobri que eram meus primos. Combinamos de fazer uma festa e encontrei uma das minhas irmãs. Lá fiquei sabendo que tínhamos outras duas irãos no Paraná”, destacou.

 

 

 

Apoio da internet

Foi com as redes sociais que hoje, são como as irmãs ficam unidas, que a família foi reencontrada e o encontro tão esperado foi agendado. “Minhas filhas começaram a procurar até encontraram, uma cidade de Marechal Cândido Rondon e outra morando no Paraguai onde casou. Bom com essa informação, marcamos o encontro e todas vieram”, destaca.

 

Lembrança

“Foram momentos difíceis, para cada uma de nós. Mas hoje relembrar que depois de 58 anos conseguimos nos reencontrar, me traz uma alegria muito grande e o desejo que agora com aumento da vacinação e o fim da pandemia, poderemos nos reencontrar novamente”, finalizou.

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