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Necessidades, angústias, aspirações, todas legítimas

Jornal Bom Dia foi à rua e perguntou qual a principal preocupação que fica no apagar dar luzes de 2021?

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“Quem trabalha hoje no comércio está muito vulnerável”, afirma gerente comercial, Everson Caetano
“A minha maior preocupação é manter o trabalho e a renda, porque está tudo tão difícil”, comenta a d
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A pandemia da covid-19 já fez muitos estragos e ainda continua fazendo. Em alguns casos vai deixar feridas que nunca mais irão cicatrizar, como as vidas perdidas para a doença. A realidade foi desnudada e virada de cabeça para baixo, colocando em evidência situações nem tanto visíveis antes, mas que depois dela assumiram certo protagonismo e exigiram atenção por parte da sociedade, como por exemplo as relações virtuais e compra pela internet. Certo é que a crise sanitária afetou a todos, indivíduo, comunidade, setores público e privado, uns positivamente, houve quem se beneficiou, mas muitos, a grande maioria, de maneira negativa. Ninguém escapou e ainda não acabou. Em meio a tudo isso, o fim de ano se aproxima, e o jornal Bom Dia pergunta qual a principal preocupação que fica no apagar dar luzes de 2021?    

Segurança

Para o gerente comercial, Everson Caetano, de 29 anos, que é de Veranópolis, e atualmente reside em Erechim, transferido pela empresa, o que mais está preocupando ele, neste fim de ano, está relacionado ao trabalho e a segurança pública. “Quem trabalha hoje no comércio está muito vulnerável”, afirma.

Para Everson, a situação é preocupante hoje em Erechim, já que está tendo um número muito recorrente de pequenos furtos e também golpes. “A gente sofre quase que mensalmente pequenos furtos, no horário de expediente, e tentativas de golpe. E isso nos preocupa muito porque a gente precisa ficar, cada vez mais, com os ‘olhos abertos’”, afirma.      

Ele comenta que muitas pessoas vem de outros municípios para tentar aplicar golpes nas empresas. “Uns 20 dias atrás sofremos uma tentativa de golpe na compra de eletrodomésticos, e se não estivesse bem atento tinha caído”, lembra.

“Então, essa é uma das questões que vem me preocupando muito nesta pandemia, o aumento no número de golpes de todos os tipos, do WhatsApp a Instagram. As pessoas estão raqueando WhatsApp para pedir dinheiro para familiares. Essa preocupação passou a ser mais recorrente na pandemia”, acredita.

E o resultado disso, afirma o gerente comercial, é que ele precisa estar sempre mais atento no trabalho e no dia a dia, porque nunca se sabe quando vai sofrer uma tentativa de golpe. “Porque as pessoas se aproximam e elas têm bons argumentos, estão cada vez mais preparadas, então é difícil saber quem tem boa intenção e quem quer sacanear”, observa.

Manter o trabalho

Segundo a doméstica, Inês Juchnski, de 45 anos, a sua principal preocupação neste momento, período que se encaminha para o fim de ano, é manter o trabalho, a todo custo. “A minha maior preocupação é manter o trabalho e a renda, porque está tudo tão difícil”, comenta.

Ela explica que tem muitos compromissos, entre eles dar condições para os dois filhos que estão no colégio, pagar aluguel. “Meu marido é caminhoneiro e a nossa maior preocupação é ter renda para pagar as contas”, afirma. Ela ressalta que o jeito é trabalhar o dobro, atender tudo que é pedido pelo empregador para segurar o emprego com as duas mãos.  

Em busca de colocação

Correndo atrás de emprego. Essa é a rotina diária de Patrícia da Silva, de 26 anos, que ainda está no seguro-desemprego, mas já está preocupada em buscar uma vaga no mercado de trabalho. “Estou procurando trabalho, estou há três meses desempregada, ainda no seguro-desemprego, mas já em busca de uma nova profissão para não deixar para última hora”, afirma.

Patrícia conta que trabalhava como auxiliar de limpeza e agora quer partir para outra área. “Quero mudar e voltar para o comércio, porque antes eu trabalhava na farmácia, ser atendente, vendedora. Já entreguei muitos currículos, fiz algumas entrevistas, não tive retorno e continuo buscando, sou brasileira e não desisto”, afirma.

Agilidade na Saúde

Saúde. Isso é o que está incomodando a auxiliar de produção, Mariele De Vargas, 22 anos, que na sua avaliação, o atendimento nesta área está precário. “De modo geral, por exemplo, a gente vai pedir uma informação na Secretaria de Saúde do município e te mandam para outro lugar e assim vai. É muita burocracia pra alguém que precisa tanto de atendimento médico”, observa.

Recentemente, a família de Mariele teve uma urgência com a saúde do esposo. “Ele tem que fazer uma cirurgia gástrica e já faz uns seis meses que estamos lidando com essa situação. Ele vai entrar numa fila de espera, mas ainda nem tem previsão de quando a cirurgia vai acontece”, comenta.

Mariele ressalta que é necessário mais agilidade para resolver essas questões de saúde, tanto o atendimento quanto os procedimentos médicos.

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