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Rural

Genética pode dobrar produtividade leiteira

Os fatores de produção e a genética tem que andar juntos para que as potencialidades sejam expressadas

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Rodrigo Farina investe em tecnologia em sua propriedade
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Rosa Liberman

Nos últimos 15 anos, o produtor de leite da região tem investido mais em genética. Todavia, toda potencialidade não é expressada devido a carências em outros fatores que ainda necessitam ser mais trabalhados. Hoje, não há um município que mais se destaca na região, mas sim propriedades que se sobressaem em termos de investimentos em genética.

O Alto Uruguai tem em torno de 100 mil animais com uma produção diária de 1 milhão de litros de leite. A média é de 10 litros/vaca/dia, mas de acordo com o agrônomo da Emater Valmir Dartora, essa produtividade poderia dobrar se a potencialidade da genética fosse expressada em sua totalidade.

“Temos um incremento em genética razoável, mas ainda podemos evoluir. Observamos que o acasalamento não teve referências no melhoramento do animal, ou seja, vistas para o animal ter suporte de aumento de produção, como abertura peitoral, bons aprumos, casco mais forte, tendo em vista o pastejo. Somente se analisou o aumento da produtividade e não outros aspectos”, diz.

Outros aspectos produtivos que merecem atenção e que ainda há sérios problemas, de acordo com Dartora, influenciando na potencialidade da genética, estão relacionados à nutrição. Seriam três fatores: água em quantidade e qualidade para tender os animais; pastagem e outros alimentos conservados como silagem em quantidade e qualidade para atender à necessidade; e ainda sombra.

Com relação a água, produzindo 20 litros de leite, num período de outubro a novembro por exemplo, o animal consome entre 80 a 100 litros de água e precisa ter ela de fácil acesso.

Já no que diz respeito à alimentação, Dartora explica que é preciso ter em mente o número de animais para fazer o planejamento da necessidade de alimento. “Entretanto, pastagem de verão e de inverno não estão com planejamento adequado e normalmente há falta de pasto em grande quantidade. Também fazemos alimento conservado e acabamos não produzindo o suficiente da demanda, que é alta e não tem o planejamento adequado também”, explica.

O terceiro item necessário, a sombra, o agrônomo explica que é feito o piqueteamento para facilitar o manejo das pastagens e dentro de cada piquete deveria ter um local de sombra, caso contrário cria um estresse para o animal, levando a redução da produção de leite.

“A genética está mais avançada em relação aos aspectos produtivos. Ambos, genética e os fatores de produção, têm que andar juntos para que as potencialidades sejam expressadas”, pontua.

Entre as dificuldades está por se tratar de uma atividade mais complexa, no qual o produtor precisa dominar o solo, forragens, manejo das passagens, um conjunto de fatores para ter o resultado esperado.

Investimento em reprodução para corrigir os defeitos do rebanho

O agricultor Rodrigo Farina, do interior de Erechim, de Vale Dourado, cria 36 animais em lactação, com uma produção de 950 litros/dia. A média diária é de 26 litros/vaca/dia. Ele conta que foi investido em reprodução para corrigir os defeitos do rebanho, melhorando a produção e obter uma longevidade maior dessa produtividade.

“Mas não basta apenas uma boa genética, é preciso investir em boa alimentação, ter um manejo adequado, criação da bezerra também para obter bons resultados”, diz.

 

 

 

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