Com aproximadamente 200 anos, a fotografia se tornou para alguns, a maneira de olhar o mundo com outro olhar. Não basta ter o dom, é necessário possuir um conhecimento específico e técnico para fazer com que até mesmo aquela mísera folha, se torne um grande elemento fotográfico. A fotografia possui a importante missão de registrar, mas são nesses registros que grandes fotógrafos conseguem ‘guardar’ junto com a história, a essência de todo momento.
A fotografia e as Três gerações
Que raríssimo era, em meados de 80/90, olhar um homem carregando um instrumento diferenciado e que possuía o poder de registrar momentos. Ela chegou em 1826. A partir daí, a vida que já existia, passou a ser vista de uma forma diferente. Os detalhes passaram a se tornar mais importantes, e as partidas e despedidas, começaram a ser menos dolorosas, isso porque o ‘retrato’ era a forma de abreviar a saudade.
Na família Hachmann, a fotografia criou um elo de gerações. E não foram apenas momentos que foram eternizados ao passarem pela lente de uma Pentax, Polaroide, ou então Rolleiflex. Aqui, três gerações se encontraram na fotografia, e o resultado de tudo isso não poderia ser diferente. “No porão da nossa casa, tinha um laboratório de fotografia preto e branco. Eu era criança de colo, meu pai me levava junto no laboratório, e eu ficava vendo ele revelar as fotografias. Por isso que eu digo que já nasci fotógrafo. Ver meu pai trabalhando com a fotografia, me entusiasmava demais. Esse foi um momento mágico da minha infância que eu não consegui me deslocar mais da fotografia”, afirma o fotógrafo, Roberto Hachmann.
Nasce um fotógrafo
Roberto Hachmann sempre viu na fotografia a possibilidade de dar vida, aos detalhes, e tantos outros elementos que passaram e ainda passam pela lente de suas câmeras. Seguindo os passos e conselhos de seus avós, e pais, - fotógrafos, o mais novo colecionador de clicks estava a solta. Passou pelos avanços tecnológicos, e fez com que esses, lhe agregassem muito mais que história, mas sim conhecimento. Entrando na vida acadêmica, Beto, como é conhecido, jogou-se de cabeça na Publicidade e Propaganda, um curso que estaria mais perto de um dos seus gostos, - a fotografia. Através desse contato com o meio acadêmico, o fotógrafo percebeu que casamentos, carnavais e demais eventos, eram momentos que sim deveriam ser registrados, mas que naquele presente, coisas insignificantes para muitos, poderiam ganhar espaço no seu cartão de memória.
Histórias, lembranças e um museu
Com equipamentos que foram usados pelos seus avós, que passaram para seu pai, Beto sem pensar duas vezes reuniu tudo em um só lugar. Em sua casa, com espaço apropriado, nasceu o minimuseu. Máquinas, flash, rádios, livros e tantos outros materiais que já fizeram parte de algum momento fotográfico.
Aqui, polaroides, Pentax, Rolleiflex, de séculos passados, e tantas outras possuem seu lugarzinho nas prateleiras das estantes. Não há qual não possui uma longa história. Mas seria Beto, um caçador de clicks e lembranças? “Essa mania minha de guardar, faz com que seja um prazer ver tudo isso. Mas isso custou um sacrifício de guarda disso. Se eu fosse pensar há 50 anos atrás, que foi quando eu comecei, eu ia dizer - não, para que que eu vou guardar isso daqui. Agora já tem equipamento novo’. Eu ainda pretendo encontrar uma forma de fazer isso, esse minimuseu, ir para a comunidade”, conclui Beto.
Encantamento
O minimuseu encanta qualquer um, mas principalmente os amantes da fotografia. Aqui, as horas ganham asas, passam despercebidas, e a imaginação entra na viagem de cada lembrança, afinal, “[...] essas câmeras contam por si só, a dificuldade que era de fazer fotografia”.