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Produção de plantas é beneficiada por captação de água da chuva

Em Erebango, empresário implementou um sistema adequado que permite a irrigação de hortaliças, flores e chás em estufas

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Ademir Skovronski atua há cerca de 16 anos na atividade de viveiro de mudas
Empresário apresenta a estrutura organizada da cisterna
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber
Unir a necessidade ao comprometimento com o meio ambiente. Esse foi o propósito que norteou o projeto de um empresário em Erebango, ao investir em um sistema adequado de captação de água da chuva.

Atuando há cerca de 16 anos na atividade de viveiro de mudas e produção de plantas, Ademir Skovronski, reconhece a importância de direcionar o recurso hídrico por meio de cisternas para que possa ser aproveitado para meios não potáveis, a exemplo da irrigação.

Para manter as culturas e torna-las belas e saudáveis, a irrigação é essencial. Nesse sentido, as vantagens de se utilizar a água da chuva são inúmeras: mais um ponto a favor da sustentabilidade e da qualidade, que, por ser livre de produtos como o cloro e o flúor, é uma aliada importante tanto das hortaliças, como das flores e chás.

O princípio de tudo...

Abril de 2006. Essa é a data que marca o pontapé inicial de Ademir na área de mudas. Segundo ele, tudo começou com uma brincadeira junto aos amigos. “Trocamos uma ideia e comecei com uma estufa pequena em casa, a qual media em torno de 6x4. Na sequência, consegui uma bandeja, depois uma semente de outro amigo, e aos poucos, iniciou a produção de mudas”, relata.

Conforme o desenvolvimento dos trabalhos, as pessoas começaram a procurar os produtos e o erebanguense optou por adquirir um terreno para construir uma estrutura mais adequada e, aos poucos, observou a evolução crescente de seus negócios.

Hoje são seis estufas localizadas na área urbana do município e de fácil acesso dos consumidores. “Conquistamos uma boa clientela e, atualmente realizamos vendas diretamente na loja, aos produtores e às agropecuárias. Um trabalho diário, que exige bastante dedicação, sendo que não há folga em fins de semana ou feriados”, pontua Ademir.

Cuidados permanentes

Segundo o empresário, no dia a dia é necessário seguir cuidados com adubação, tratamentos e uso de água de qualidade. “No início, quando tínhamos em torno de 300 metros quadrados, utilizávamos somente água da chuva. Hoje, como temos uma construção maior, foi preciso adequar um poço artesiano, para que, nos momentos em que há maior escassez de água, tenhamos uma reserva. No entanto, cerca de 60% do viveiro é mantido com água da chuva. Quando os índices pluviométricos são regulares, conseguimos atender as demandas somente com esse recurso, que possui um Ph neutro e, por sua vez, reflete na qualidade do desenvolvimento das plantas e diminui os índices de contaminação por fungos. Ao mesmo tempo, fizemos a nossa parte e contribuimos com o meio ambiente”, afirma o empresário ao acrescentar que considera imprescindível que toda sociedade preserve esse bem natural, pois é algo básico e se não houver uma conduta adequada, pode acabar.

Sobre a estrutura de captação e armazenamento

A ideia de reaproveitar a água da chuva é colocada em prática desde a primeira estufa. Com o espaço remodelado, aos fundos no terreno foi feita uma escavação de aproximadamente cinco metros de profundidade, com revestimento de lona membrana (própria para cisternas). “Do mesmo modo, efetuou-se o revestimento na parte interna, com manta para evitar estragos na lona, e após, foi desenvolvida uma cobertura na área externa para proteger e manter a água captada no escuro e bem fechada, livre de mosquitos e outros animais, o que contribui para garantir a qualidade”, explica.

A irrigação

A distribuição da água pluvial é feita por calhas direcionadas às estufas. Há, também, um tonel com pedras britas para fazer a filtração do conteúdo que estará no depósito, e uma bomba que executa a sucção na água para fazer a irrigação no viveiro. “Pagamos somente a taxa obrigatória de água, sendo assim, a economia na conta é significativa, considerando que em estações específicas, como o verão, o consumo de diário chega a mais de 3 mil litros de água por dia”, comenta Ademir ao assinalar que, o investimento, que envolve tanto a parte de calhas como o depósito para a água, em comparação com o custo de um poço artesiano, é baixo.

Organização do viveiro

Ao apresentar sua empresa, Ademir enaltece que a estrutura atual conta com 880 metros quadrados, onde estão as estufas cobertas em aço galvanizado. A produção supera a média de 40 a 50 mil mudas por semana, conforme as demandas.

Próximo às estufas, salas organizam a sistemática de trabalho e contam com ambiente para as sementes em germinação, espaço para armazenar os adubos e outros insumos, e, ainda, local onde está o equipamento que realizará a semeadura.  

Ademir trabalha junto a esposa e tem um colaborador, Samuel Tomelero Sabadini, que é acadêmico de Agronomia e atua no turno da manhã. “Desenvolvemos as atividades de forma unida, sempre observando os protocolos que devem ser seguidos para evitar o surgimento de doenças e oferecer os melhores produtos. O mercado é competitivo mas quando o foco está em resultados cada vez mais eficientes aos consumidores, as chances de obter êxito, são mais efetivas”, reforça.

A primeira estufa é dedicada ao comércio a toda comunidade. Além das flores, que são mais de 18 espécies nesse período, é possível adquirir chás, temperos, hortaliças, além de adubos, vasos, entre outros itens.

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