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Rural

Feijão: do plantio ao cozimento

Projeto testou 18 variedades de feijão para demonstrar quais delas tem maior rendimento na região

teste
Algumas variedades se destacaram na produtividade e no cozimento
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Está em fase de procura de parceiro para nova etapa de implantação de unidades de observação, o projeto de fomento ao plantio e escolha de variedades de feijão em Mariano Moro.

O projeto visa reconhecer as cultivares que tem produtividade, aliado às condições de cozimento como coloração, viscosidade do caldo e sabor. O projeto objetiva atualizar os técnicos da Emater e a área técnica da região sobre o que se pode produzir na região e produzir bem.

A intensão é oferecer diferentes variedades ao produtor para observar quais se adaptam as condições. Na primeira etapa foram ofertadas 26 opções e destas foram cultivadas 18 com mais duas para comparação.

Conforme o agrônomo da Emater de Mariano Moro, Laerth Suszek, foi usada a parte técnica da Embrapa para conduzir o projeto: quantas linhas de plantio entre outros aspectos e com isso, foi possível verificar quais não se adaptaram bem. “Aqui é um clima diferenciado da região, terreno mais baixo, temperatura mais elevada do que em Erechim, por conta do lago da barragem de Itá, que mantém a umidade relativa do ar mais elevada”.

A unidade de observação foi realizada na propriedade de Valdemar Gozzi. “O produtor tinha interesse em plantar feijão, mas queria saber qual variedade teria maior produtividade”, diz o agrônomo.

E o desenvolvimento foi precoce para algumas variedades, com 85 dias e outras levaram 93 dias. Algumas apresentaram produtividade de quase 4,5 mil quilos/ha e outras apresentaram produtividade muito baixa.

“Chegamos à conclusão que tiveram variedades que a Embrapa produz que se adaptariam bem à região, até pelo fato do clima ser diferente e por questão de doenças, produtividade, concluímos que algumas variedades seriam atrativas ao produtor. E atrativas da parte do cozimento. Em Mariano Moro, três variedades se destacaram.

Cozimento

A extensionista social da Emater, Marilei Fontana Battisti, explica que foi feita a limpeza e depois um teste para avaliar qual variedade se destacava na hora do cozimento. “Pesamos uma quantidade de 100 gramas a mesma quantidade de horas para as 18 variedades de molho durante 8h e depois colocamos em cozimento e verificamos a cada 15 minutos como se desenvolviam. Tivemos alguns que se destacaram. Tempo de cozimento sabor viscosidade do caldo e coloração. As variedades que se destacaram foram Valente, Perola, Diamante Negro e Expedito.

Feijão

Em Mariano Moro a cultura do feijão ocupa 40 hectares. Conforme o articulador do projeto, o agrônomo da Emater Paulo Silva, o plantio do feijão no Alto Uruguai está limitado a área. Além disso, houve uma mudança no perfil do consumidor, que precisa de alimentos rápidos e o feijão requer mais tempo para o preparo. “Entre os fatores que impedem o aumento da área está a falta de mão de obra, variação grande nos preços, mudança no hábito alimentar da população”, diz.

O projeto faz uma avaliação do potencial das produtividades das cultivares, visto que o feijão vem diminuindo de importância nas propriedades rurais nos últimos 20 anos e é uma decrescente constante. “Essa avaliação retoma o conhecimento técnico e avalia as cultivares de feijão para que nossos técnicos da Emater possam ter segurança na orientação técnica sobre cultivares a serem indicadas e implantadas pelos produtores. Esse é o objetivo do trabalho”, conclui Silva.

 

 

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