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Erechinense de apenas sete anos é Campeã Estadual na modalidade Vaca Parada

Brenda Indaia Brunhera que já coleciona alguns títulos regionais, participou da FECARS em Santa Cruz do Sul, trazendo o troféu para a 19ª Região Tradicionalista

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Brenda Indaia Brunhera, laçadora mirim da 19ª Região Tradicionalista
Por Ragnara Zago
Foto Arquivo Pessoal

A erechinense Brenda Indaia Brunhera, de apenas sete anos, decidiu que sua atividade favorita não seria brincar de boneca, jogar bola ou fazer ballet, mas aprender a laçar.

A pequena já coleciona inúmeros títulos e troféus e consagrou-se campeã na modalidade Laço de Vaca Parada, na 33ª Festa Campeira do RS (FECARS), realizada neste mês de março em Santa Cruz do Sul.

Conforme a mãe, Mariane Berton, desde a sua gestação a família frequentava rodeios crioulos, pois tanto o pai de Brenda quanto o avô, são laçadores e apaixonados pelo movimento tradicionalista gaúcho. “Aos dois anos de idade ela já começou a laçar e sempre se interessou pela atividade, seguindo os passos do pai Lauri Júnior e o avô, Lauri Brunhera”.

O que é o Laço Comprido

O laço comprido é uma modalidade em que o competidor, montado em um cavalo, deve laçar um bovino que é solto dentro de uma arena. O competidor deve segurar o cavalo dentro do brete até o momento em que o bovino é solto na arena, sendo penalizado caso saia antes. O laço deve ser de couro e ter de 18 a 20 metros.  É uma prova que exige habilidade, agilidade e sintonia entre o animal e o laçador. A laçada precisa ser feita nos dois chifres do boi, evitando que se solte, sob o risco de penalidade.

Próximos passos

Na próxima temporada Brenda já se prepara para laçar a cavalo, o que exige dedicação e muito treino. “Ela treina todos os dias após a aula, com a ajuda do pai, pois ama esses momentos e não dispensa praticar o máximo que pode”, conta a mãe.

Para Mariane é motivo de emoção relembrar cada conquista da filha nos rodeios. “O dia em que o nome dela foi escolhido para representar a 19° Região Tradicionalista, na maior festa campeira do Estado, foi uma emoção sem tamanho. Eu, meu marido e minha filha caçula não pudemos estar com ela, mas o avô e a avó estavam. Nossa torcida foi de casa e valeu cada lágrima, cada grito, pois agora ela e campeã. Para nós pais é um orgulho que não cabe no peito”, finaliza

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