O alto preço do milho é fator fundamental para a decisão do produtor na hora de decidir formar sua lavoura de verão e, o que indica é um incremento na área a ser cultivada com o milho. Depois de duas safras reduzindo a área, a tendência é de que na próxima safra haja aumento entre 5% a 10%, aumentando os 41 mil hectares cultivados na safra passada. A mesma tendência segue a projeção de área para o Estado conforme a Emater, a projeção é de incremento de 20%.
Conforme o presidente institucional da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho Allysson Paollineli, a área cultivada com o cereal no país deverá crescer por causa dos preços compensadores e pelo déficit de milho no mercado internacional. "Deveremos chegar a 90 milhões de toneladas na próxima safra", diz. Da mesma forma o Rio Grande do Sul deverá expandir área.
O agrônomo da Emater Regional Paulo Silva diz que os estoques de passagem de uma safra para outra vão ser baixos, em torno de 4 milhões de toneladas e isso deve manter os preços elevados.
"A safra no Mato Grosso está finalizando e ao que tudo indica haverá redução de 16 milhões de toneladas comparando com a safra anterior. O Brasil já está importando milho do Paraguai e Argentina", diz Silva.
Com relação ao clima, a influência do fenômeno La Niña é prejudicial para a safra de verão (chuvas abaixo da média). O plantio de milho na região inicia em 20 de agosto e se estende até 31 de janeiro. No momento os produtores estão dessecando as áreas em que o cereal irá ocupar.
"Como existe muita mudança com relação ao período em que haverá escassez de chuva, a recomendação é para que os produtores fiquem atentos e atualizados", diz Silva.