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AGPAR de Erechim realiza trabalho de amor e responsabilidade com os recicladores

Por meio das inúmeras campanhas propostas pela associação, a classe conta com melhores condições e qualidade de vida em seu dia a dia

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Por Ragnara Zago
Foto Ragnara Zago

Uma ação social pode transformar a vida de muitas gerações. Por meio desse trabalho, realizado em prol do bem-estar e qualidade de vida do ser humano, de famílias ganham uma nova chance de escreverem suas trajetórias, graças a uma união de esforços que proporciona visibilidade a quem muitas vezes vive na escuridão.

Esse é o resumo do legado que a Associação do Grupo de Professores e Amigos dos Recicladores (AGPAR), escreve até os dias atuais em Erechim. Sua origem é de 2003, começando por iniciativa da professora Rosana Scolari, que na época iniciou as mobilizações. Em 2019, a atual presidente e os demais membros, conseguiram a conquista de transformar aquele grupo de apoio em associação, visando incansavelmente garantir os direitos e condições dignas de vida e trabalho dos profissionais da reciclagem.

“Uma semente plantada que acabou dando frutos”

“Como professora de Geografia, na época, tinha conhecimento de algumas questões culturais sobre o assunto. Além disso, também acredito que tenha sido uma missão que foi designada a mim, uma semente plantada que acabou dando frutos”, relata.

A profissional discorre sobre a sensação que teve quando visitou o local pela primeira vez, e que a partir daquele momento soube que precisava fazer algo em relação àquela realidade. “Fui divulgando o assunto para mais pessoas, até que se formou um grupo de apoio que agora é associação, formado por 22 integrantes”, conta.

Ações

Ao longo de todos esses anos, foram realizados pelos membros da AGPAR, diversas ações, que proporcionam oportunidades únicas a esses trabalhadores. “Contamos com a ajuda de muitas entidades e grupos que colaboram em nossas propostas. Temos três grandes eventos realizados ao longo do ano, a Páscoa, o Chá de Inverno - onde é feita a arrecadação de cobertores ou recursos financeiros para adquiri-los e o Natal”, expõe Rosana.

Apelo pela conscientização da população

Uma reclamação recorrente dos recicladores, é sobre as condições em que o lixo chega até o local, destinado pela população de forma incorreta. “Precisamos tentar nos colocar no lugar desses profissionais, que muitas vezes necessitam fazer um retrabalho para conseguirem o seu ganha-pão. Já é uma atividade difícil por si só, e se as pessoas não colaborarem fazendo sua parte, fica ainda mais complicado”, apela a presidente.

Uma das integrantes que participa ativamente, envolvida no Marketing da associação, é Cleide Schuchmann, que desde 2005 está presente nas demandas que o trabalho voluntário exige. “Nosso objetivo é sempre realizar campanhas para que as pessoas se conscientizem sobre o processo de reciclagem. Recentemente estivemos no Rotary Clube Erechim Paiol Grande, apresentando nosso trabalho para ações futuras que serão propostas. É uma classe que precisa do nosso suporte e colaboração”, ressalta.

Apoio do Poder Público

Cleide reforça que o Poder Público de Erechim exerce, desde sempre, um trabalho fundamental de assistência aos profissionais, mas que a demanda muitas vezes não permite que todos recebam suporte, mesmo com inúmeras ações realizadas. “Somos parceiros e compartilhamos as demandas, porém, muitas questões não dependem apenas da associação ou administração municipal, mas da sociedade”, pontua.

Modelo no processo de reciclagem

Sete associações vinculadas à Prefeitura de Erechim integram a AGPAR, que pretende fazer com que a cidade se torne um modelo no processo de reciclagem. “Já é um exemplo, mas é necessário que a sociedade faça sua parte na separação do material reciclável, para não comprometer a saúde e o trabalho dos recicladores”, comenta Rosana.

Organização

A entidade realiza uma assembleia-geral mensal, para expor todos os gastos, investimentos e também para que os problemas sejam resolvidos e as decisões tomadas, em grupo. “Todas as ações são registradas em ata e o interessante é que nosso trabalho fica muito claro, inclusive para quem nos auxilia fazendo doações. Todos que simpatizarem com a causa podem ser amigos dos recicladores”, afirma Cleide.

Acolhimento

A presidente Rosana finaliza explicando que, mesmo com o suporte de recursos que é oferecido aos profissionais diariamente, o que não pode faltar é o carinho e afeto além das questões materiais, doar o tempo para conversas e momentos compartilhados. “Tentamos fazer com que eles se sintam acolhidos, especiais, por isso fornecemos também essa parte”, conclui.

 

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