Um evento promovido pela Universidade Regional Integrada (URI) de Erechim, por meio do curso de Medicina, marcou a celebração dos 50 anos da história da Cardiologia no município. A proposta aconteceu no Salão de Atos da universidade, envolvendo os estudantes, professores e a comunidade.
A cerimônia foi realizada no formato roda de conversas, tendo como convidados os médicos cardiologistas Mauro Capoani, Milton Serpa e Célio Fahl. Além de marcar meio século de atuação da cardiologia em Erechim, o evento também faz parte da programação dos 31 anos da URI, completados na última sexta-feira, (19).
Conforme Serpa, recordar é viver. “É uma distância muito grande entre o que se faz hoje, o que vai se fazer no futuro e o que foi feito no passado. Esperamos que seja útil para os acadêmicos, porque para nós médicos é excelente”, comenta.
Para o dr. Fahl, reunir pessoas relembrando um pouco da história ao lado dos colegas, é motivo de orgulho. “Vim para minha cidade natal dentro de uma perspectiva de trabalho em conjunto com esses dois colegas, faço questão de enfatizar que fui muito bem recebido por eles e essa oportunidade de relembrar essa caminhada, juntando os extremos da vida – alunos do primeiro ano e profissionais da melhor idade, é sensacional”, afirma.
Ele acrescenta. “A cardiologia está mais viva do que nunca, agregando um arsenal enorme de tecnologia ao longo desse tempo, dentro dessa filosofia de trabalho que nós três sempre procuramos ter, estarmos abertos a vinda de outros colegas, com qualificação e que agregassem conhecimento e trabalho para que juntos pudéssemos aliar também às novas tecnologias. Precisamos fortalecer o enfrentamento das doenças cardíacas, com tranquilidade para trabalhar, facilitando o diagnóstico, tratamento e procurando agregar tudo isso em só benefício que é cuidar da vida”, finaliza o profissional.
Segundo o dr. Capoani, um dos pioneiros da cardiologia em Erechim, é oportuno promover oportunidades como esse encontro. “Fiquei muito satisfeito ao ver o trabalho desse grupo, coordenado por duas docentes da universidade e o curso de Medicina em si, que enche de orgulho a Uri e a comunidade. A história é feita pelas ações dos homens, no passado e no presente, então a história de uma comunidade está interligada ao ser humano, com toda a sua complexidade. Quem viveu esse tempo viu muito acontecer, com evoluções constantes e a faculdade Medicina dá um impulso ainda maior a isso”, conclui Mauro.
Outra atração foi a exposição “Do papiro de Smith à Medicina de precisão”, no saguão de entrada. Orientada por uma linha do tempo, destaca aspectos relevantes da Cardiologia no mundo e ficará aberta até o dia 26 de maio. Poderá ser vista por estudantes e outras pessoas da comunidade, mediante agendamento pelo ramal 9110, do Museu da Universidade.