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Conscientização: Data de hoje marca a luta contra a violência a pessoa idosa

Objetivo do dia é criar uma consciência mundial, social e política

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idoso
Por Carlos Silveira
Foto Ilustrativa

 A vida é como uma água que passa por debaixo de uma ponte, ou seja, agora estamos aqui e em instantes estamos acolá. Tudo passa muito rápido, mesmo que somados a dias, meses ou anos, o que foi, com certeza não volta mais

 Assim é a infância e a juventude. Em um momento estamos no auge de nossas forças e pensamentos, em outros estamos mais cansados e não pensamos mais como em outrora, mas lutamos dia após dia para nos mantermos sempre jovens, pelo menos no pensamento e no espírito, o que é bom para uma velhice boa e saudável. Viver bem faz toda a diferença.

Realidade

Mas, neste processo natural, muitos não conseguem manter uma vida harmônica com os seus já que, por motivos que nunca sonharam enquanto jovens, acabam, na velhice, sofrendo preconceitos e violência dentro ou fora de casa, seja física, verbal e psicológica. Em muitos casos o algoz está aonde menos o idoso espera.

Para marcar esta situação que assola todo o mundo foi criado o dia em que o Ministério dos Direitos Humanos celebra a conscientização da violência contra a pessoa idosa. A data foi declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. Desde 2006, o dia é reafirmado com realização de campanhas por todo o mundo. Sua comemoração é hoje, 15 de julho.

Consciência mundial

 O principal objetivo do dia é criar uma consciência mundial, social e política, da existência da violência contra a pessoa idosa. De acordo com o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, a celebração desta data deve-se relacionar à apresentação, ao debate e ao fortalecimento das mais diversas formas de prevenção contra a violência.

 O 19° artigo do 4° capítulo caracteriza a violência contra o idoso como qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico. 

Envelhecimento

O envelhecimento é uma questão explorada por pesquisadores, epidemiologistas e estatísticos por meio de investigações científicas encontradas na literatura nacional e internacional, que revelam a projeção notória desta população de idosos. No panorama mundial, bem como nos países em desenvolvimento, a população idosa aumenta significativamente e o contraponto desta realidade aponta que o suporte para essa nova condição não evolui com a mesma velocidade.

Erechim

Em Erechim, de acordo com a coordenadora do CREAS Cláudia Regla, a violência contra o idoso é muito grande, sendo ela física, verbal, psicológica e, principalmente, financeira. “Atendemos vários casos, independente da classe social da qual o idoso pertence. Quando se chega a uma certa idade os filhos querem encaminhar os pais para abrigos, pois com a idade vem as doenças, os cuidados e os sacrifícios que muitos não querem ter”.

Cláudia lamenta que as mães, quando novas, conseguem dar conta de todos os seus filhos, independente do número que são, mas infelizmente os filhos não conseguem dar a mesma atenção aos seus pais quando ficam velhos. “Existe um descarte”.

O mais triste disso tudo, ressalta, é que quem sofre o abuso, em especial dentro de casa, não faz a denúncia que, na maioria dos casos são realizadas por amigos e vizinhos próximos que não aceitam o descaso dos filhos.

Hoje, destaca que os idosos passaram a ser mais isolados depois da pandemia do Covid-19. “Anteriormente víamos mais idosos participando de grupos da terceira idade, se interagindo mais com os outros, hoje vivemos outra realidade”, lamenta.

Um fator que chama a atenção, é a questão material que envolve muitas famílias que tem um idoso para cuidar, pois na maioria dos casos o material começa a falar mais alto, seja na repartição de bens, o que ficará para cada filho, seja na atenção dada durante a vida, o que caberia para cada um. Uma outra curiosidade levantada entre as famílias, é o fato do grande número de casos de alzheimer, fato que tem chamado atenção não somente em Erechim mas em toda a região do Alto Uruguai.

Números

De acordo com dados levantados junto ao CREAS, no ano de 2022 foram 21 casos de violência psicológica, 08 de violência patrimonial, 09 de violência física, 05 abandonos. 10 negligência e 06 maus tratos, até o dia 14 de junho.

Neste ano são 36 de violência psicológica, 22 de violência patrimonial, 10 violência física, 10 abandonos, 10 negligência e 03 maus tratos.

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