Quando procuramos um pet para adoção ou compra, devemos ter em mente que a escolha deve ser para sempre, ou seja, até o animal estar vivo temos obrigação de cuida-lo, alimentá-lo com qualidade, medica-lo quando necessário, manter limpo e, acima de tudo, dar o máximo possível de amor, aliás, este deve ser incondicional.
Mas, na hora da escolha, todos sabem que a paixão fala mais alto, seja pela cor, pela raça, pelo tamanho ou qualquer outra qualidade que o animal apresenta e que nos apaixonamos no momento em que botamos o olho. Se com humanos o ditado paixão à primeira vista vale, para os pets também.
Quando falamos em cachorro, dentro do grande leque de raças que hoje estão disponíveis, vamos falar do Pequinês, animal de pequeno porte que na década de 80 era o mais escolhido pelos lares em todo o Brasil, mas que após a chegada da raça poodle acabou sendo esquecido e em muitas ocasiões sendo uma raridade encontrar algum. Hoje encontramos filhotes, mas com valores que ultrapassam a casa dos R$ 2 mil.
Cão de companhia
O pequinês se parece com um pequeno mico-leão-dourado que adora colo – e por isso mesmo é um ótimo cão de companhia. Uma das menores raças do mundo, chegando apenas a 6 quilos. Na China, de onde eles vieram, eram carregados nas enormes mangas das vestes imperiais, e por isso chegaram a ser apelidados de “cães de manga”. Sua pequena estatura também é ideal para quem mora em espaços pequenos, como apartamentos, e para quem gosta de brincar sem gastar muita energia.
Origem na China
Originário da China, o pequinês é um velho senhor. Sua história data de 800 d.C. e acredita-se que ele tenha vivido na corte da dinastia T’ang. Criados exclusivamente para serem animais domésticos, os pequineses eram os animais de estimação oficiais do Palácio Imperial Chinês, centro cerimonial e político da China, local hoje conhecido por Cidade Proibida. E como eram os cachorros do imperador, a pena por contrabandear o pequinês fora dos muros do palácio imperial era a morte.
Essa proibição fez com que o pequinês ficasse durante muito tempo restrito à China. Foi só em 1860 que a raça foi apresentada ao mundo ocidental, quando um dos complexos do Palácio Imperial foi ocupado por tropas francesas e inglesas. Os soldados encontraram alguns pequineses e presentearam a nobreza com alguns exemplares – a rainha Vitória, da Inglaterra, batizou o seu de looty. Mais tarde, a Imperatriz Viúva Tseu-Hi, após estabelecer relações comerciais e diplomáticas com os Estados Unidos entre os anos 1861 e 1908, presenteou vários americanos com pequineses, incluindo a filha de Theodoro Roosevelt, antigo presidente dos Estados Unidos, contribuindo para a divulgação da raça.
Cores da raça
De modo geral, para se encaixar no padrão da raça, todas as cores são aceitas, mas a região do focinho e dos olhos deve ser preta. O pequinês pode apresentar cores que vão desde o preto ao branco.
Temperamento do pequinês
Independente e obstinado, o pequinês é muito corajoso! Mas embora essa seja uma característica louvável, ela pode gerar problemas, pois o pequinês não vai ter medo de bater de frente com uma raça dez vezes maior que ele.
Além de tudo isso, a raça ainda adora um colo e estar na presença do tutor e da família, o que torna esse cachorro um cão de companhia carinhoso e leal.
Experiência de um tutor
Mas, para falar mais sobre a raça, conversamos com o Biodesing e Biofuturist, Carlos Alberto da Silveira Júnior, 26, que foi tutor de um pequinês por 18 anos e que destaca a sua experiência como a melhor coisa que lhe aconteceu na vida até então. Falecido há cerca de um ano e meio, o Bud, como era carinhosamente chamado tornou-se o irmão que não teve e participava ativamente de todas as suas atividades, seja em casa, nos shoppings, nas viagens, nas alegrias e nas tristezas.
Carlos lembra que anteriormente, quando ainda era muito criança, tinha a companhia de uma cadela da raça pinscher que posteriormente foi doada a um estudante de veterinária que após alguns anos seria o veterinário de Bud até os seus últimos dias. “Ter um pequinês em casa foi uma das melhores experiências de minha vida, pois ele me acompanhava o dia inteiro, um verdadeiro companheiro que me esperava na porta e ficava ao meu lado enquanto estava dentro de casa, nos passeios diários e demais interações familiares. Inseparável”, lembra.
Melhor experiência
O tempo passou e Carlos foi estudar em Porto Alegre, mas Bud nunca deixou de estar ao seu lado, pois quando vinha para a casa dos pais não se separava em nenhum momento de sua maior companhia e, quando seus pais iam visita-lo lá estava o fiel amigo. “Tive a felicidade de podermos viajar com o Bud, irmos aos shoppings, viver as caminhadas, dormir juntos e, é claro, brincar e tirar centenas de fotos que hoje eternizam a sua passagem pela minha vida, pois a raça é de extrema doçura e uma ótima companhia para todas as idades, mas um grande diferencial para crianças que precisam de um parceiro, pois é ideal para filhos únicos”, garante.