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AMAU e Sindicato da Alimentação buscam convergência, mas greve continua na Aurora

Em torno de 2.800 trabalhadores da Aurora estão parados desde a segunda-feira, 31, e ontem alguns caminhões com suínos foram barrados de entrar no frigorífico.

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Reunião entre AMAU e Sindicato da Alimentação, foi na manhã desta quinta-feira, 3, em Erechim
Por Rodrigo Finardi
Foto Carlos Silveira e Rodrigo Finardi

Na manhã desta quinta-feira, 3, importante reunião foi realizada com a AMAU e membros do Sindicato da Alimentação, em função da greve da Aurora, que atinge os frigoríficos de aves e suínos, com a paralisação das atividades de mais de 2.800 trabalhadores, desde a última segunda-feira, 31 de julho.

Participaram da reunião o presidente da AMAU, Marcelo Arruda (prefeito de Barra do Rio Azul), vice-presidente da AMAU, Geverson Zimmermann (prefeito de Estação), o prefeito de Erechim, Paulo Alfredo Polis; presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul, Paulo Madeira; presidente do Sindicato da Alimentação de Erechim, Diego Lauer, acompanhado dos sindicalistas Silvio Ambrósio e Osmar Padilha.

Movimento legítimo

O presidente Marcelo Arruda, abriu a reunião, relatando a situação dos agricultores nos municípios da região, que começam a ter prejuízo por não conseguir entregar suínos e aves nos frigoríficos: “gostaria de abrir esse diálogo, legitimando o movimento do sindicato e suas reivindicações. Queremos buscar soluções para que todos saiam bem desta situação”, pontuou.

As reivindicações

O presidente do Sindicato da Alimentação de Erechim, Diego Lauer, elencou as reivindicações, e reforçou que as pautas não são tão difíceis de se chegar num acordo, que caso a Aurora sinalize com avanços (esperavam um retorno para ontem), a greve poderia terminar e os trabalhadores retornam para suas atividades.

Prefeito Polis relembrou a história

O prefeito de Erechim, Paulo Polis, lembrou a história de quando a Cotrel fechou, e que num leilão dos frigoríficos, precisou decretar a área de utilidade pública, para que não caísse em mãos erradas e com isso ocorresse uma demissão em massa, com danos irreparáveis para os trabalhadores, famílias, e consequentemente para todos os municípios da região: “essa minha decisão, me custou uma multa, por defender o emprego dos trabalhadores”.

“Não é muito o que os trabalhadores estão reivindicando”

O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul, Paulo Madeira, disse que: “se querem trégua, nos ajude. Não é muito o que os trabalhadores estão reivindicando”, comentou.

Reunião on-line para definir futuro da greve

Ao final da reunião ficou definido, que os prefeitos da AMAU, entrariam em contato com a direção da Aurora, para intermediar as reivindicações e dar uma resposta para o sindicato se reunir com os trabalhadores.

Na sequência, os prefeitos participaram de uma reunião on-line com a direção da Aurora. Elencaram o resultado da reunião, e aguardaram uma resposta, que acabou não vindo ontem, mas que pode evoluir nesta sexta-feira, 4.

“A cooperativa nos socorreu num momento difícil”

O presidente da AMAU, Marcelo Arruda, relatou também a importância da Aurora para a região: “a cooperativa nos socorreu no momento difícil. E vem ajudando a fazer o desenvolvimento de suma relevância para a nossa agricultura, para manter as famílias no campo. Não é apenas uma empregadora e sim geradora de renda e desenvolvimento”.

“Tentamos sensibilizar ambas as partes”

Afirmou que todos estão na torcida para um entendimento o mais breve possível. “Tentamos sensibilizar ambas as partes, preocupados pelos agricultores e trabalhadores”, finaliza Marcelo Arruda

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