No final de semana acompanhei, tanto no sábado (4), como no domingo (5), a mobilização dos erechinenses, que oito meses depois do 7 de setembro de 2023, mostraram uma empatia gigantesca ao próximo, mais uma vez.
Mesmo com chuva, as doações foram intensas
Mesmo com chuva no sábado, 4, os carros e as doações não paravam de chegar, na Praça da Bandeira e no Parque da Accie. E cada um que parava com seus carros, eram recebidos com palmas pelos voluntários que ajudavam a carregar caminhões, um atrás do outro. Era possível ver crianças e idosos, até com dificuldade de locomoção, querendo fazer a sua parte, num dos capítulos mais trágicos da história do Rio Grande do Sul.
A alegria no rosto dos voluntários e de quem doou
A cada caminhão carregado que deixava a Praça da Bandeira, a alegria no rosto dos voluntários e de quem doou. A força do trabalho coletivo, resulta em ações como essa, num momento em que se discute a falta de empatia, o individualismo, de não desejar “um bom dia” para seu vizinho. Nas adversidades, se vê a força de uma comunidade, disposta a ajudar sempre.
O exemplo do menino de cinco anos
O menino Mártin Milkiewicz Rosset, de cinco anos, deu exemplo de solidariedade no Parque da Accie em Erechim: “Estamos aqui na Frinape, organizando as doações. Precisamos de ajuda. Venham aqui, por favor. Não esquece de chamar todo mundo da cidade, para nos ajudar”.
Veia da generosidade
O prefeito de Erechim, Paulo Polis, disse que “eu não me canso em dizer, quando são temas conuns à todos, como a solidariedade, a população vem. Erechim tem essa veia da generosidade. Não tenho palavras para agradecer, tanta empatia”.