O Dia Mundial do Meio Ambiente foi comemorado no dia 5 de junho. No projeto “Água, Meio Ambiente e Vida”, deste mês, o Jornal Bom Dia, buscou ações e cases em escolas, que mostram o cuidado com o meio ambiente.
São duas matérias produzidas. Uma sobre plástico biodegradável, que é uma alternativa sustentável. Outra sobre trabalhos referentes ao Projeto “Dados à prova d’água”, ação promovida pelo Cemaden Educação
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Plástico biodegradável: uma alternativa mais sustentável
Os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Professora Helvética Rotta Magnabosco, de Erechim, apresentaram trabalho sobre Plástico Biodegradável no XX Fórum do Meio Ambiente da Juventude do Alto Uruguai Gaúcho, sediado no Salão de Eventos da URI. O Fórum aconteceu no início do mês de junho, alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Os experimentos realizados na escola
Os estudantes Rafaela Fernanda Manfroi, Eduardo Manfroi, Yasmin de Souza Lemos e Kamily Vitória Godoy 2º, desenvolveram um experimento com a orientação da professora de química, Jéssica da Rosa, e da professora de biologia, Taíse Martins, em que produziram uma placa de bioplástico feita com amido, água, glicerina, ácido acético e vinagre. O bioplástico seria uma opção de material produzido a partir de fontes renováveis e biodegradáveis, ou seja, possui a decomposição mais rápida e não causa danos ao meio ambiente.
“Tivemos muitos erros no início, o que é normal, como todo o processo científico, mas no final deu tudo certo. Conseguimos desenvolver, possui desvantagens, porque como é um plástico biodegradável, não pode molhar, mas isso vamos tentar corrigir no processo de aperfeiçoamento”, conta a professora Jéssica sobre o processo de produção do plástico biodegradável com os alunos.
A professora Taíse acrescenta que os estudantes não devem desistir a partir da primeira falha, é necessário buscar, questionar, levantar hipóteses, fazer um novo experimento. A curiosidade é o que move o interesse em buscar novas possibilidades.
A professora Jéssica explica que o plástico, numa linha histórica, é um objeto recente, a sua degradação depende de sua composição, então hoje se tem uma estimativa de quanto tempo pode durar no meio ambiente.
O Fórum
O Fórum foi um espaço de discussão pública, um evento destinado para jovens de 14 a 19 anos, com o objetivo de constituir um espaço de estudo e reflexão sobre temas socioambientais de importância local e global, buscando fazer parte de um processo pedagógico, que traz a dimensão política da questão ambiental para os debates realizados nas escolas e comunidades.
Também foi feita uma dinâmica em que os alunos levaram outros tipos de plástico para que os participantes pudessem adivinhar de que material eram produzidos. As professoras levaram um copo feito 100% de mandioca para mostrar exemplos de bioplásticos, além do experimento exibido pelos estudantes.
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Escolas do Alto Uruguai participam de Mostra Virtual
A Professora da URI Campus Erechim e membro do grupo de pesquisa em Planejamento, gestão e educação ambiental, Sônia Zakrzevski, junto com a Coordenadora Regional de Educação da 15ª CRE, Ivânia Nogaro, trabalharam como polinizadoras do projeto “Dados à Prova D’água” executados em escolas da região do Alto Uruguai.
No início do mês de junho, aconteceu a XX Fórum de Meio Ambiente da Juventude do Alto Uruguai Gaúcho, no Salão de eventos da URI, que reuniu várias escolas para apresentarem seus projetos relacionados a temática. Alguns dos trabalhos, que fizeram parte do Fórum, participaram da Mostra Virtual de Ciência e Cultura WPD+, no Canal YouTube do Cemaden Educação.
As apresentações da Mostra Virtual foram de 30 escolas de várias regiões do Brasil e duas da Colômbia no Projeto Dados à Prova D'água, as estratégias de Educação para a Redução de Risco de Desastres, desenvolvidas pelo Programa Cemaden Educação
A partir do projeto, foi realizado durante três meses, nas escolas da rede pública, a construção, instalação e monitoramento de chuvas através de um Pluvipet, um pluviômetro feito de garrafa pet.
Projeto Dados à Prova D’água
O projeto Dados à Prova D’Água (também conhecido como Waterproofing Data – WPD) é uma iniciativa que permite que as comunidades monitorem o nível dos rios e obtenham informações em tempo real sobre as condições climáticas, o que possibilita a tomada de medidas preventivas em caso de inundações e deslizamentos.
O aplicativo gratuito (disponível para Android) permite a coleta de dados de sensores colocados em locais estratégicos em rios e córregos, como pontes e passarelas. Esses sensores coletam informações como nível da água, temperatura e a velocidade da correnteza, transmitindo as informações em tempo real para uma plataforma digital (com mapas interativos) que pode ser acessada facilmente por comunidades locais.
Mostra Virtual de Ciência e Cultura WPD+
A live ocorreu na manhã do último sábado (22). Foi dado o espaço para os professores de diversas regiões do Brasil exibirem o que foi trabalhado com os estudantes. A Professora Sônia Zakrzevski, citou as escolas e os municípios que foram exibidas posteriormente na Mostra Virtual. Citou as professoras polinizadoras dos projetos e enfatizou a importância das pesquisas e estudos sobre o tema que contribuí no aprofundamento teórico e conceitual sobre o novo regime climático, e de se pensar em estratégias para mitigação e para adaptação de riscos.
Escola Estadual de Ensino Médio Érico Veríssimo (Erechim): Os estudantes elaboraram um vídeo intitulado “Uma noite na biblioteca”, com o intuito de gerar reflexão sobre a importância da educação em prevenção aos desastres ambientais, diante do atual cenário climático e suas consequências para o RS.
Escola Estadual Básica Mariano Moro (Mariano Moro): “Vamos implantar redes locais de monitoramento da chuva? ”. Os alunos relataram a experiência com os pluvipets efetuando o acompanhamento e análise dos dados registrados nas diferentes localidades do município.
Escola Municipal de Ensino Fundamental Castro Alves (Palmitinho): “Proteção contra desastres: o papel das matas ciliares”. A partir do tema os estudantes fizeram uma história em desenhos para contextualizar a importância de manter e recuperar as matas das margens de sangas, rios, nascentes e lagos. As matas ciliares protegem a margem dos rios da erosão e do assoreamento, a falta de vegetação nesses locais reduz a capacidade de retenção da água da chuva podendo ocorrer inundações.
Escola Estadual de Ensino Médio Irany Jaime Farina (Erechim): “Por que a retificação e a canalização dos rios causam as enchentes? ”. Foram abordados os riscos de desastres climáticos nos Bairros Petit Village, Cristo Rei e Progresso, a impermeabilização do solo com cimento e asfalto impedem que a água da chuva seja absorvida em solos impermeabilizados, sendo assim escorre com mais velocidade e vazão até as áreas mais baixas. Outro fato observado, foi a grande quantidade de lixos nas ruas e próximo ao rio. O lixo mal acondicionado nas ruas termina sendo carregado pela correnteza e chega aos bueiros e bocas de lobo, causando entupimento e facilitando a ocorrência de alagamentos. A pesquisa dos estudantes apontou a importância do investimento em saneamento básico e ações de recuperação de matas ciliares e de plantações de áreas verdes urbanas.
Escola Estadual de Educação Básica Sylvio Dal Moro (Cacique Doble): A turma 303 falou sobre protagonismo juvenil e de sua responsabilidade para contribuir no enfrentamento e na conscientização da população devido aos grandes eventos climáticos extremos que estão ocorrendo atualmente. O grupo de alunos iniciou com um Pré Fórum, realizado na escola, em que apresentaram aos seus colegas e demais estudantes. No Fórum, em Erechim, elaboraram um minicurso e oficina com mais de vinte alunos e explicaram como produziram os pluvipets. Cada aluno monitora de sua casa, anota em uma folha as informações e logo após reposta no aplicativo.