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Quando uma amizade já faz parte da rotina da cidade

Aposentada Ana Lorena Chicoski e seus dois pets são conhecidos pela companhia e dedicação dada aos mesmos

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Por Carlos Silveira
Foto Carlos Silveira

 Uma cidade, seja qual ela for, é feita de prédios, casas, empresas, hospitais, mercados e tudo mais para que a população possa viver da melhor maneira possível, seja do tamanho que for. Mas uma cidade também é feita de pessoas que que a transformam e a fazem um local único.

         Dentro do universo de pessoas, existem as que fazem parte do cotidiano normal, como pode ser conceituado por muitos, aqueles mais extravagantes, os mais recatados e aqueles que, no dia a dia, são diferentes de todos os demais, e isso, em muitos casos, acaba sendo uma virtude única.

         Erechim não é diferente e ao longo de seus 106 anos já presenciou em suas ruas e avenidas figuras que passam a fazer parte do cotidiano pelo que fazem e como vivem.

Pura simpatia

         Dentre estas figuras que já se tornaram tradicionais, a população de Erechim já está habituada e conviver com uma senhora simpática que sempre está acompanhada pelos seus dois pets, uma cadela cor caramelo metida a brava, mas muito dócil quando ganha um afago e um cachorro preto que, apesar da idade e sem dentes caninos, ainda a acompanha em todos os trajetos que faz dia após dia.

Amor e dedicação

         Esta figura, digamos, exemplar quando o tema é amor aos animais, é nada menos que dona Ana Lorena Chicoski, 68 anos, natural de Centenário, mas que morou na capital do Estado com o ex-marido e após o término do casamento veio fazer sua vida em Erechim. Hoje aposentada há dois anos, morando no centro da cidade, segue a rotina que ela apresenta, mas sempre acompanhada pelos pets.

         A escolha pela cidade bota amarela se deu por causa de sua mãe que se encontra com problemas de saúde, fato que também faz parte de sua maratona, ou seja, realizar o roteiro Erechim, Centenário e vice-versa.

O que representa

         Questionada sobre o que representa os pets em sua vida, Ana destacou que a cadela não consegue ficar sozinha em casa e por isso a acompanha em todos os seus trajetos, já o cachorro, que não é dela, mas sim do vizinho, também acaba saindo de casa e seguindo os mesmos passos da cadela que foi adotada da rua e recebeu a castração da ONG Bixo Vadio.

Como gente

         “Na minha vida os pets são como gente que me acompanham todos os dias e me ajudam”, garante Ana que é conhecida em toda a cidade junto aos mercados e no banco onde retira a sua aposentadoria e que no lado de fora os fiéis amigos ficam sempre à espera.

         Na parte da noite a cadela fica com ela na parte de baixo da casa onde mora e o cachorro fica com seu dono na parte de cima, mas a alimentação acaba sendo com dona Ana que sempre o recebe com carinho. “Ele acaba ficando com a cadela onde moro”, já que como ela mesmo define, são “namorados”.

Rotina

         Na hora de sair, basta dona Ana sair de casa que a cadela já acompanha, o cachorro, por sua vez, em algumas situações abstém-se de sair, ficando em casa. Já com a alimentação, o cachorro recebe o que ela traz para casa e a cadela come o que ela prepara para ambas, já que a mesma dorme dentro de casa. “Faço algum mexido ou carne para ela”.

População

         Com relação a população que convive com a presença dela e seus pets, garante que sentem falta quando falta um. “As pessoas me pedem pelos meus cachorros. Nos mercados me ajudam com a alimentação deles. Eles fazem parte de minha vida e isso é muito importante para eles e para mim”.

 

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