Produção deste ano já superou a de anos anteriores, chegando a 900 arrobas por hectare
O chimarrão, além de um símbolo de tradição gaúcha e elemento de convívio social, também tem se tornado prioridade regional junto com o incentivo do estado. O Alto Uruguai hoje é o segundo maior polo de erva-mate no Rio Grande do Sul, só perdendo para Inópolis. Nossa região conta com cerca de 7 mil hectares de plantação de erva-mate e 1.800 produtores. Erechim tem pelo menos três grandes empresas conhecidas a nível nacional; e a maior indústria e principal empregadora de Barão de Cotegipe é uma ervateira.
Tudo isso destaca como a Ilex Paraguaiensis precisa cada vez mais de incentivo. “Buscamos no mínimo manter e, consequentemente, aumentar a área existente de plantação. Enquanto isso, realizamos eventos, visitas e atividades de assistência técnica, tanto online como presenciais, que visam ajudar a produzir uma erva mate de qualidade, antes de fornecer à indústria” - assim ressalta Luiz Ângelo Poletto, engenheiro agrônomo da Emater de Erechim.
Houve um crescimento do plantio de erva-mate como alternativa econômica para os agricultores, mantendo o agricultor na propriedade, aborda Poletto. Barão de Cotegipe é o município com mais área plantada, sendo 1.200 hectares. Viaduto, Áurea, Erechim, Gaurama, Três Arroios, Centenário e Getúlio Vargas têm uma escala parecida, que é de 500 a 600 hectares. Além disso, como Luiz pontua, alguns outros municípios estão começando a investir no produto.
Dependendo da colheita, o retorno é maior que os grãos na região. O objetivo atual da Emater é incentivar o produtor a vender além da folha da erva, com uma atividade de grande carbono. “Estamos fazendo alguns experimentos visando medir o grau de carbono que a erva-mate produz, para que, em breve, isso seja mais uma atividade econômica para o produtor”, ressalta Poletto. É uma ótima fonte de renda para os agricultores, também gerando empregos e mantendo a economia dos municípios.