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Rural

Cevada: certificadores passam por qualificação

Região destina 2 mil hectares ao cultivo da cevada

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Capacitação aconteceu na última semana
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

No Rio Grande do Sul são cultivados 46 mil hectares com cevada fomentados pela Ambev. Na região do Alto Uruguai são 2 mil hectares. E para nivelar os conhecimentos de análise da cultura, estiveram reunidos na última semana no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre), em Erechim, 25 servidores da Emater, que atuam na área de certificação de todas as regiões do Estado, juntamente com representantes da Ambev.

Conforme o extensionista rural Jair Domenighi, um dos coordenadores do encontro, todos os anos são realizados os cursos antes de começar a safra. “A Emater tem uma parceria com a Ambev há 16 anos e toda a produção fomentada é classificada e a analisada pela Emater”, diz.

A expectativa é de que nesta safra sejam analisadas cerca de 150 mil toneladas. Diferentemente dos últimos dois anos em que as safras foram frustradas em função da chuva em excesso e das geadas, que ocasionaram pernas na produtividade. Além da safra gaúcha, também são analisadas cerca de 10 mil hectares cultivados entre Santa Catarina e Paraná.

De acordo com Domenighi, são realizadas três operações: o recebimento da cevada nos armazéns parceiros, cooperativas e cerealistas; a expedição dessa cevada para os locais onde a Ambev armazena; e o acompanhamento da ressecagem, processo de finalização de qualidade da cevada antes dela ir para a malteação, para manter umidade menor.

As analises são feitas no recebimento e nos parceiros armazenadores.

“Somos uma das únicas empresas que trabalha o recebimento da qualidade da cevada. A produção da cerveja e o consumo são bem representativos no Estado e hoje vivemos numa era de qualidade. Uma das análises que está sendo feita nos últimos quatro anos é de micotoxinas. E toda cevada recebida é analisada para ver se os níveis estão dentro dos parâmetros recomendados pela Anvisa. Para que toda safra esteja isenta ou dentro destes limites além de garantir a qualidade deste produto desde o recebimento até o momento do processamento”, salienta.

O técnico classificador da Emater Regional de Erechim, Waldir Machado, comenta a realização do treinamento em Erechim, disponibilizando a estrutura do Cetre. Segundo ele, em uma carga de cevada são analisados os tamanhos de grãos. “Na cevada tem vários tamanhos e esses tamanhos é que diferenciam a venda. O objetivo é identificar em uma carga de cevada qual a qualidade que tem, diferenciando por tamanho e peso”, explica.

O processo de germinação é que vai tornar uma cevada malteada. Se ela não germinar não serve para o fim que se destina. Ai a importância da análise em cada carga.

A colheita inicia em outubro e em seguida é realizada a certificação. Os testes são de germinação, peso e sanidade. Na região a análise será realizada na Cotrel e, posteriormente em Passo Fundo.

Conforme Machado, com germinação acima de 95% a empresa paga por isso, abaixo será destinada a forrageira.

 

 

 

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