O Rio Grande do Sul registrou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) numa propriedade avícola no município de Montenegro (RS), na semana passada. A partir da confirmação, o Serviço Veterinário Oficial, imediatamente, aplicou as medidas de contenção conforme o Plano Nacional de Contingência. Três médicos veterinários e três técnicos agrícolas de Erechim participaram desta grande operação.
Recentemente, no município de Gaurama, a Secretaria da Agricultura do RS fez a coleta de um caso suspeito de gripe aviária em uma ave de subsistência (galinha) e enviou ao Laboratório de referência do Ministério da Agricultura, em São Paulo.
De acordo com a médica veterinária, Michele Maroso, de Erechim, responsável pela Supervisão Regional de Passo Fundo do Departamento de Defesa Agropecuária da SEAPI/RS, a coleta de casos suspeitos faz parte da rotina de trabalho da secretaria.
“Nesse momento, o sistema está hipersensível, recebendo muitas notificações, e todas as suspeitas fundamentadas são coletadas para descartar a doença. A Secretaria da Agricultura está aguardando o resultado do Mapa”, explica Michele.
Prefeitura de Gaurama
O prefeito de Gaurama, Eliezer Vagner Zanatta, conversou, na manhã de quinta-feira (22) com a fiscal estadual Agropecuária, Helen Silveira Coimbra, da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Gaurama, vinculada à coordenadoria regional de Passo Fundo, sobre o caso de suspeita de gripe aviária no município.
Conforme Helen, a Inspetoria recebeu um comunicado de um agricultor que cria galinhas para consumo próprio, de que havia percebido anormalidade nas aves. “Imediatamente a Inspetoria tomou as devidas providências verificando o local e coletando amostras para serem analisadas em São Paulo, pelo MAPA. O resultado sairá nos próximos dias, mas se acredita, pela experiência técnica, que não seja um caso de grande complexidade”, disse Helen.
O município de Gaurama, por meio do Poder Executivo, se colocou à disposição do órgão estadual para colaborar nos trabalhos. A Inspetoria de Defesa Agropecuária de Gaurama, que é vinculada ao governo do RS, está à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.
Atividade comercial
A médica veterinária, Michele Maroso, ressalta aos produtores, com atividade comercial, que revisem itens de biosseguridade, como isolamento do galpão de criação, telas, forro, vedação de portas, vedação do local de armazenamento de água, e, não devem receber visitas.
“Se o criador perceber aumento na mortalidade de aves, em pouco espaço de tempo, e animais com sintomas respiratórios, nervosos ou digestivos, é necessário informar, imediatamente, a Inspetoria para atendimento. E os produtores com criação de aves de subsistência devem manter elas fechadas para evitar contato com aves de vida livre”, ressalta Michele.
Sobre a gripe aviária
Conforme a Seapi, a influenza aviária ou gripe aviária é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas, também, pode infectar mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também pela água ou pelos materiais contaminados.
Consumo
“O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, já que a doença não é transmitida por meio do consumo. A população pode se manter segura, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, afirma a Seapi.
Suspeitas
Todas as suspeitas da doença, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves, devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.