A Cecafes participou, no dia 10 de julho, do V Simpósio de Agricultura Familiar na Amazônia Ocidental, promovido pelo Comando da 12ª Região Militar, em Manaus. O evento contou com a parceria do Exército Brasileiro, principal órgão federal comprador de produtos da agricultura familiar.
A iniciativa integra uma estratégia voltada à ampliação da comercialização de alimentos por meio de políticas públicas de compras institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAACI/Compra Institucional). Além do Exército, estiveram presentes representantes da Marinha, Aeronáutica, MDA, MDS, Conexsus e GIZ.
O presidente da Cecafes, Roberto Luis Balen, apresentou a experiência bem-sucedida da cooperativa em diferentes políticas públicas e programas de governo relacionados às compras públicas da agricultura familiar. Um dos destaques foi o case da Prefeitura de Erechim (RS), que tem se consolidado como referência na aplicação dessas políticas.
Segundo Balen, a participação da Cecafes foi uma oportunidade estratégica para divulgar o modelo cooperativista e destacar a importância da cooperação para o acesso ao mercado institucional, que movimenta milhões de reais em compras voltadas ao agricultor familiar.
“Compartilhar nossa experiência, histórico e o trabalho realizado na região de Erechim, especialmente com a prefeitura do município, foi um grande diferencial. Nosso trabalho contribui para a construção de políticas públicas voltadas à comercialização de produtos da agricultura familiar, fomentando e viabilizando ainda mais a atuação das famílias produtoras”, ressaltou.
O secretário de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar de Erechim, William Racoski, também participou do simpósio. Ele destacou a importância das compras públicas como instrumento de fortalecimento da atividade econômica local e de garantia da qualidade dos alimentos fornecidos à comunidade escolar. Enfatizou ainda a relevância do diálogo prévio entre os fornecedores e os compradores na construção dos chamamentos públicos, a fim de evitar processos desertos ou com baixa oferta de produtos.
“O alinhamento entre oferta e demanda é essencial para garantir a regularidade no fornecimento dos alimentos”, concluiu.