O Rio Grande do Sul cultiva em toro de 5 mil hectares de batata doce e, na região do Alto Uruguai são cerca de 45 hectares de lavoura comercial. Os três municípios que mais se destacam na produção deste tubérculo são Erechim com 12 hectares, Erval Grande com 5 hectares e Itatiba de Sul com 4 ha.
De acordo com o agrônomo da Emater Regional Paulo Trierveiler, na região não há produtores que destinam grandes áreas ao cultivo de batata doce. São produtores de verduras que também cultivam o tubérculo. A produtividade tem girado entre 10 e 15 toneladas por hectare, mas pode facilmente dobrar.
No momento, o tubérculo está em fase de produção de ramas, para o plantio que inicia em outubro e se estende até dezembro. O cultivo é a céu aberto, sem irrigação. E o favorável é chuva no início da semeadura para que favoreça a instalação da cultura.
Conforme Trierveiler, a Emater está trazendo variedades de batata doce mais produtivas com melhor aceitação em termos do público e que o agricultor saiba o que está produzindo e saiba vender com suas qualidades. São três variedades produzidas pela Embrapa: BRS Cuia; BRS Amélia e BRS Rubissol.
A BRS Cuia tem casca e polpa da cor creme e é bastante produtiva, pode chegar a 40 toneladas por hectare. A BRS Amélia tem casca rosa e a polpa alaranjada. Depois de assada fica mais úmida fica, com melado e com boa aceitação no mercado. Já a BRS Rubissol tem casca roxa e polpa creme. É bastante doce, produtiva, mas quando cozinha se torna mais farinhácea.
“Outro aspecto, é que trabalhamos a rotação de cultura. O indicado é que não se cultive batata doce na mesma área que foi plantada na safra anterior. Um dos fatores da baixa produtividade é plantar na mesma área, que ocasiona muita praga e doença”, diz.
Com relação a comercialização, a produção da região é comercializada em feiras. Já os mercados são abastecidos com produtos de fora.
De acordo com a nutricionista que atua na Unimed Josieli Carla Terres, o valor energético de uma batata doce cozida de 100 g é de 76.8kcal. Entre os valores nutricionais que ela possui estão Cálcio, Potássio, Sódio, Magnésio, Fósforo e Vitamina C.
Segundo Josieli, a batata doce é um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, ou seja, a sua absorção pelo organismo é mais lenta, liberando gradualmente a glicose na corrente sanguínea e sem estimular muito a insulina (hormônio responsável pelo aumento da fome e pelo acúmulo de gorduras). Por este motivo, tornou-se presença constante no cardápio de praticantes de exercício físico.
“A batata doce é rica em fibras, fonte de ferro, vitaminas E, A e C e potássio. O tubérculo possui cinco vezes mais cálcio, o dobro de fibras e mais potássio que a batata-inglesa. Nativo das Américas, este carboidrato é considerado “do bem”. Estimula o intestino, auxilia no controle do diabetes e do colesterol e, mesmo sendo mais calórica do que a inglesa, a batata doce ajuda a emagrecer. Pelos nutrientes que contém, é uma ótima opção de lanche ou café da manhã em substituição de pães e outros farináceos como biscoitos, bolos, etc, promovendo uma saciedade prolongada”, diz.
Entre seus benefícios estão:
- Por seu baixo índice glicêmico, auxilia na queima de gordura e no ganho de massa muscular;
- Auxilia no controle da diabetes;
- Fortalece o sistema imunológico por causa da sua quantidade de vitamina A;
- Reduz o colesterol total;
- Auxilia na digestão devido ao seu teor de fibras;
- Ajuda a prevenir câncer;
- Regula a pressão arterial;
- Reduz cãibras;
- Faz bem para a pele;
- Fornece energia para o treino de musculação;
- A vitamina A presente no tubérculo age como antioxidante e atua na manutenção dos ossos e do tecido epitelial;
- Auxilia na formação de colágeno;
- Previne anemia.